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John Somers, Taça de estanho para Vinho Litúrgica 200ml

R$252,00

Estanho – Acabamento oxidado com interior polido
Pouco ou nenhum uso, Excelente estado de conservação.
Peso: 260g
altura: 13,5 cm
Diâmetro: 8 cm
Capacidade: 200 ml

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Descrição

John Somers, Taça de estanho para Vinho Litúrgica 200ml

Acabamento oxidado com interior polido

Pouco ou nenhum uso, Excelente estado de conservação.

 

Taças: origens e evolução

Assim como quase tudo que envolve o vinho, essa bebida milenar cuja tradição, cultura e história remetem a tempos imemoriais, o recipiente utilizado para sua degustação, há muito tempo denominado taça, sofreu algumas transformações desde que foi criado, evoluindo através do tempo para atender às necessidades de aprimoramento da produção, do sabor e degustação do néctar dos deuses.

Mitologia e história envolvendo as taças

Segundo a mitologia, o estilo de taça que conhecemos hoje teve origem na Grécia, quando os deuses do Olimpo estavam à procura do recipiente de maior beleza para degustar a sua bebida divina. O encarregado da tarefa foi Apolo, que escolheu a forma dos seios da mulher mais bela, para a criação desse recipiente. Páris, protegido de Apolo, foi designado para a tarefa da confecção do objeto; e ele o fez habilidosamente com alguns metais preciosos tomando como molde os seios de Helena de Tróia.

taça-maria-antonieta

Existe uma lenda de que Maria Antonieta teria mandado fazer taças com o molde dos seus seios. Até hoje essa taça é conhecido pelo seu nome.

Também há outra história envolvendo a sensualidade e beleza feminina, só que no XVIII, a rainha francesa Maria Antonieta teria ordenado que se confeccionassem taças de porcelana tendo como molde os seus seios. Com isto, a esposa de Luís XVI fez com que o vinho voltasse a ser bebido em taças de forma mais intensa, ditando moda à época. Até os anos 1960 era comum beber champagne na taça coupe, também conhecida como “taça Maria Antonieta”.

Evolução através dos séculos

Nas civilizações da antiguidade, os recipientes utilizados parar o armazenamento do vinho eram construídos de barro. O vinho armazenado em ânforas de cerâmica oxidava muito rápido, dando a ele um gosto amargo e forte.

O recipiente grego chamado Kylix é um dos parentes mais antigos da taça. Tinha o tamanho de uma panela e abas parecidas com as que encontramos em xícaras.

kylix

Na antiguidade, como os recipientes de consumo do vinho eram muito grandes (como o Kylix), o vinho era bebido de forma comunitária – todos no mesmo recipiente.

Na hora do consumo, este problema tornava a se repetir, já que os copos e cálices utilizados para a sua degustação eram fabricados com matérias primas frágeis e inadequadas. São curiosos os objetos revelados por incursões arqueológicas que serviam como recipientes para o consumo do vinho. Um desses parentes distantes da taça tinha formato de uma panela com duas abas bem grandes, que ajudava na praticidade de degustação da bebida em festas e comemorações coletivas: passava-se o recipiente cheio de vinho de um convidado ao outro.

O tamanho dos recipientes para o consumo do vinho foi diminuindo ao longo do tempo até chegar à idade média. A tecnologia de fabricação, os materiais utilizados e o formato dos recipientes continuavam semelhantes, apesar da diminuição dos seus tamanhos. A prata já existia, por certo, mas os cálices feitos a partir deste material eram quase todos de exclusividade da igreja. A forma de degustar o vinho também continuava a mesma: em comemorações coletivas e festas religiosas, todos bebiam o vinho na mesma taça, prova de fraternidade e de que não haveria problema algum com a bebida (como por exemplo, envenenamento).

vinho-igreja

Durante muito tempo o vinho era uma bebida quase que exclusiva de comemorações coletivas e festas religiosas.

Somente na idade moderna é que o vidro começou a fazer parte do universo vinícola, apesar das descobertas de técnicas de sua fabricação e manuseio datarem de antes de Cristo. As cidades italianas tomaram à frente na fabricação do vidro em fins da idade média; no século XV, com a descoberta do cristal, e com a utilização do chumbo pelos ingleses, os recipientes para a degustação do vinho ficaram mais transparentes e menos grossos.

Segundo a arqueologia, o vidro surgiu pelo menos há 4.000 anos A.C; mas seu uso na produção de taças somente se deu na idade moderna.

Com o vidro, as mudanças também aconteceram nos recipientes que armazenavam o vinho, logo, também influência na sua produção e no modo como ele era degustado. Naturalmente, uma coisa foi levando a outra: as garrafas foram aprimoradas, o vinho ficou mais límpido, livre de impurezas, e, por consequência direta destes fatores, as taças mais transparentes e funcionais foram sendo preferidas para a degustação da bebida. E como a variedade de vinhos nesta época aumentou, as taças ganharam formatos e funcionalidades diferentes, atendendo às necessidades de cada tipo de vinho, de cada tipo de região em que ele era produzido.

Na França, a origem de algumas taças estava na necessidade de cada região: em Borgonha foram criadas taças mais abertas e amplas para os tintos, já em Bordeaux, foram criadas com características contrárias a estas.

Foi a partir daí que começaram a evolução das taças como conhecemos hoje. Os cálices utilizados para a degustação do vinho em rituais litúrgicos da igreja católica, que eram elaborados com muitos detalhes e ornamentos, foram se tornando mais funcionais com o passar do tempo, ganhando formatos mais simples, pois começaram a ser utilizados com maior frequência pelo “mundo profano”, acompanhando assim a própria evolução do vinho na sociedade, seu consumo, sua produção, etc. Hoje em dia, as variações nas taças atendem às necessidades especificas de degustação. Mas é consenso geral que a taça tem que ser o mais simples, transparente e fina possível para que seja mínima qualquer interferência entre o vinho e seu degustador.

Informação adicional

Peso 1 kg
Dimensões 20 × 10 × 20 cm

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