Descrição
Kennedy Bahia, Borboleta estilizada, Serigrafia em cerâmica
Base em cerâmica Klabin 15,5 x 15,5 cm com gancho para fixação
Período provável entre décadas de 1970 e 80, padronagem típica de sua fase voltada para a fauna e flora.
- Tema: A imagem apresenta uma borboleta estilizada com elementos geométricos e orgânicos. Note o uso de padrões de colmeia (hexágonos) e pétalas.
- Estética: Segue o rigor do estilo Naïf Modernista, com contornos pretos fortes que lembram a xilogravura e cores contrastantes (amarelo, roxo e coral).
- Assinatura: A assinatura “Kennedy Bahia” no centro inferior é característica de suas tiragens em serigrafia, onde o nome faz parte da composição visual.
Kennedy Bahia (Chile 1929, Bahia 2005)
Conhecido nacional e internacionalmente, Kennedy Bahia foi um dos pioneiros na expansão das artes plásticas no Estado e ficou conhecido por suas tapeçarias alegres e coloridas, além dos quadros e gravuras de belas mulatas.
Nos anos 60 e 70, Kennedy Bahia, que era muito amigo do escritor Jorge Amado e do também artista plástico Caribé, foi considerado o maior artista de tapeçaria do Brasil, tendo sua coleção Fauna e Flora da Bahia, de 1973, apreciada por colecionadores de todo o mundo.
O artista também contribuiu para a divulgação da cultura baiana, inclusive, adotando o nome do Estado e divulgando informações sobre a Bahia por todos os países para onde viajava com suas obras.
Nascido Patrick Maderos Kennedy Dito, em 1929, em Valparaiso – Chile, Kennedy Bahia era engenheiro de minas em seu país. Ele entrou em contato com o exotismo da fauna e flora brasileira pela primeira vez quando foi trabalhar na região amazônica, primeiro na exploração de ouro na selva boliviana e depois, já em território brasileiro, no alto Tapajós – Amazonas.
Convalescendo de uma malária, o engenheiro chileno iniciou sua atividade como tapeceiro. As impressões da selva porém, nunca sairam da sua mente e seus trabalhos caracterizam-se pelo aproveitamento da fauna e flora amazônicas. Ao se mudar para a Bahia, nos anos 60, passou também a incluir motivos folclóricos da cultura afro-baiana nas suas obras.
Fonte: Instituto Internacional de Arte Naif