Descrição
Moeda Portuguesa Medieval Século XV
Cobre, 16mm – 0,8g
Moeda portuguesa medieval de cobre de baixo valor, quase certamente um Meio Real Preto (ou, menos provavelmente, um Ceitil muito desgastado).
Essas pequenas peças circulavam no século XV (principalmente nos reinados de D. Duarte I – 1433-1438 e D. Afonso V – 1438-1481).
Exemplares catalogados de Meio Real Preto de Lisboa apresentam pesos entre 0,55 g e 0,90 g e diâmetros em torno de 15–18 mm.
O monograma coroado que aparece no anverso é compatível com algumas variantes dessas emissões (coroa sobre inicial ou letra do rei/casa da moeda).
O reverso, muito gasto, com traços de estrela/borda pontilhada, também é típico do forte desgaste que essas moedinhas sofriam no uso diário.
Peso próximo a 1g é típico de:
- Ceitil (moeda portuguesa medieval/início da Idade Moderna, séculos XV–XVI)
- Real preto ou meio real preto
- Outras pequenas denominações de cobre marteladas (cunhagem manual)
Essas moedas costumam ter:
- Peso entre 0,5 g e 1,5–2 g
- Diâmetro pequeno (cerca de 15–22 mm)
- Bordas irregulares (característica da cunhagem a martelo)
- Desgaste forte e corrosão (cobre fino e de uso diário intenso)
Sobre o monograma coroado
O desenho do anverso (coroa sobre monograma/letras entrelaçadas) não é o mais comum nos ceitis clássicos (que geralmente mostram castelo de 3 torres de um lado e o escudo das quinas do outro).
Pode ser:
- Uma variante mais tardia (final do século XV / início do XVI)
- Uma letra ou monograma estilizado do rei (ex.: inicial sob coroa)
- Desgaste extremo que faz o desenho original parecer um monograma “RC”
O reverso, muito gasto, com estrela e traços, também é compatível com ceitis ou reais pretos desgastados.
Estilo da coroa e monograma aponta fortemente para Portugal (ou Brasil colonial sob domínio português).
Moedas de cobre portuguesas/brasileiras dos reinados de Pedro II, João V, José I etc. frequentemente usavam coroa sobre monograma, inicial do rei ou valor (ex.: “R” de Real, “P II”, valor romano sob coroa).
O reverso desgastado é compatível com esfera armilar, brasão das quinas ou valor dentro de coroa de louros — desenhos comuns nessas emissões.
Não corresponde exatamente a tipos muito conhecidos e bem preservados (como os 5/10/20 réis com valor claro sob coroa + esfera no reverso), mas o estado de conservação explica a dificuldade.
Não parece ser espanhola colonial típica (os monogramas de Fernando VII eram geralmente FF entrelaçados) nem russa/sueca (monogramas diferentes). Também não tem aparência de token moderno ou falsificação óbvia.






























