Por Caio Mitstor Revista Soft Power, edição especial
A Arte do Fogo
Há objetos que ultrapassam a função. O isqueiro S.T. Dupont é um deles. Quando se abre sua tampa e ecoa o inconfundível cling metálico, é como se o tempo parasse — o som anuncia não apenas a chama, mas um século e meio de tradição artesanal francesa.
A maison S.T. Dupont, fundada em 1872 por Simon Tissot Dupont, nasceu como uma casa de marroquinaria de luxo, fornecendo malas e acessórios à elite europeia. Em 1952, porém, a marca escreveria um novo capítulo da história do luxo: o nascimento do primeiro isqueiro metálico de alta joalheria, o lendário Ligne 1.
O Nascimento de um Ícone: Ligne 1 (1952–1977)
O Ligne 1 foi criado a pedido do Maharajá de Patiala, cliente fiel da casa. Ele desejava um isqueiro tão precioso quanto suas joias. A Dupont respondeu com uma obra-prima de precisão mecânica e arte decorativa: um corpo inteiramente em latão maciço, montado à mão, depois banhado em metais nobres e polido com o mesmo rigor de uma peça de ourivesaria.
Ligne 1 com acabamento diamantado — padrão “diamond head”, corpo aberto exibindo o mecanismo interno.
Cada isqueiro exigia mais de 600 operações manuais até atingir a perfeição de encaixe, acabamento e som. O resultado foi o primeiro objeto a unir engenharia, joalheria e ritual.
Design e Mecânica: a Precisão do Som e da Chama
O Ligne 1 era robusto, equilibrado e possuía um sistema de acendimento lateral por pederneira. Inicialmente alimentado por fluido (petrol), produzia uma chama amarela regulável e estável. Seu som, o famoso “cling” da tampa, tornou-se símbolo de autenticidade e refinamento — tanto que a Dupont o registrou como marca sonora.
O modelo foi fabricado em três tamanhos:
Grand Ligne 1: versão grande e imponente, muito apreciada por colecionadores.
Ligne 1 Medium: equilíbrio ideal entre elegância e ergonomia.
Petit Ligne 1: formato menor, voltado ao público feminino e fumantes ocasionais.
O Luxo nos Detalhes: Plaqué e Laque de Chine
Nenhum isqueiro representou tão bem o savoir-faire francês quanto o Ligne 1. Ele surgiu em dezenas de acabamentos, cada um combinando tradição e inovação artesanal.
Acabamentos em Metal (Plaqué)
A base em latão recebia banhos preciosos:
Or Plaqué 20 microns (ouro): brilho quente e clássico, símbolo da era dourada da marca.
Platine e Palladium Plaqué: tonalidades frias e discretas, muito resistentes à oxidação.
Argent Massif: versões em prata maciça, raras e com textura levemente acetinada.
Sobre esses metais, artesãos aplicavam guillochés minuciosos, criando texturas e reflexos característicos. Os padrões mais conhecidos incluem:
Godron Vertical: linhas verticais elegantes e profundas;
Carré: padrão xadrez, sofisticado e simétrico;
Cannelé: ranhuras largas e regulares;
Barley (grão de cevada): textura clássica inspirada na relojoaria britânica;
Lisse: acabamento polido, puro e espelhado.
Padronagens
O Ligne 1 foi produzido em uma ampla variedade de acabamentos metálicos, conhecidos como plaqué — versões em ouro amarelo, ouro rosa, prata e paládio, além de edições especiais em platina e ródio. As padronagens mais clássicas incluem:
Diamond Head (cabeça de diamante) — textura em pirâmides pequenas, extremamente refinada.
Godron — linhas verticais paralelas, elegante e discreto.
Grain de Riz — relevo em microesferas, lembrando grãos de arroz.
Guilloché — gravação geométrica feita por máquinas de precisão.
Ligne 1 em plaqué ouro com padrão guilhochê “diamond head” — superfície que reflete luz com sofisticação.
Cada combinação de metal e padronagem transformava o isqueiro em uma assinatura estética própria — nenhum Ligne 1 é exatamente igual a outro.
A Magia da Laque de Chine
A Dupont foi pioneira em aplicar laca natural oriental (Laque de Chine) sobre metal. O processo artesanal utilizava a seiva da árvore Toxicodendron vernicifluum, secada e polida em sucessivas camadas até atingir brilho e profundidade únicos.
Ligne 1 com Laque de Chine preto, contrastando com os filetes metálicos dourados.
As variações mais emblemáticas:
Noir de Chine: preto absoluto, o símbolo máximo de elegância discreta;
Bordeaux: vermelho intenso com reflexos âmbar;
Bleu Nuit: azul profundo e translúcido;
Vert Impérial: verde escuro com nuances jade;
Ambre: marrom âmbar levemente translúcido.
Esses modelos combinavam luxo e sensorialidade. A laca, ao toque, parecia viva — e o contraste entre o brilho orgânico e o metal polido fazia do Ligne 1 uma verdadeira joia funcional.
Do Fluido ao Gás: A Revolução Interna
O Ligne 1 passou por uma transição técnica crucial na virada da década de 1970.
Os Modelos a Fluido (Petrol)
Os primeiros exemplares, com sistema de pavio e algodão, eram abastecidos com fluido líquido, como um Zippo refinado. Essas versões se identificam pela tampa interna metálica sem cor e um som de ignição mais grave. São hoje raríssimas e altamente colecionáveis.
Ligne 1 a Fluido – Plaqué ou Laque de Chine
Tipo de acabamento
Período de produção aproximado
Observações
Plaqué (ouro, prata, paládio)
1941 – 1957
Os primeiros isqueiros metálicos Dupont eram totalmente feitos à mão. Os plaqués mais antigos não tinham número de série, apenas marcas do metal no fundo. A produção era limitada, sob encomenda de clientes privados, aristocratas e colecionadores.
Laque de Chine Noir ou colorida
1952 – 1957
A técnica da laca foi introduzida nos primeiros Ligne 1 em meados dos anos 1950, especialmente para clientes de luxo e colecionadores. Inicialmente limitada a cores clássicas: preto, vermelho e marrom. Estes modelos também eram a fluido, porque a Dupont só começou a introduzir os modelos a gás em 1957.
Detalhes importantes de identificação
Mecanismo a fluido
Possui pavio e algodão dentro do tanque.
Tampa interna sem válvula de gás; muitas vezes a cor é metálica simples (sem pintura).
Som do “cling” metálico característico do Ligne 1.
Plaqué
Banho fino de ouro, prata ou paládio sobre latão.
Padrões comuns: Godron, Diamond Head, Cannelé.
Corpo totalmente metálico ou com filetes discretos de metal polido.
Laque de Chine
Primeira aplicação da laca natural Dupont no Ligne 1: meados de 1952–1957.
Pode ter variações:
Lisse: todo preto liso.
À filets d’or: faixas metálicas finas laterais.
À panneaux métalliques: laterais metálicas caneladas com faixa central de laca.
Feitos à mão, polidos e curados por semanas.
Resumo cronológico para colecionadores
1941 – 1952: Primeiros Ligne 1 metálicos, plaqué, totalmente a fluido.
1952 – 1957: Introdução de Laque de Chine Noir e cores clássicas, ainda a fluido.
1957 em diante: Introdução do Ligne 1 a gás, fluido gradualmente desaparece.
💡 Dica de colecionador: Se um Ligne 1 tem mecanismo de pavio, mesmo com Laque de Chine ou plaqué, ele é anterior a 1957. Após esse ano, todos os modelos comercializados eram a gás butano.
A Era do Gás Butano
A partir de 1968, surgiram os primeiros Ligne 1 a gás, com chama mais limpa e estável. A Dupont introduziu um curioso sistema de identificação: a cor do interior da tampa indica o tipo de válvula e a época de fabricação:
Vermelho: primeiros modelos a gás, válvula de tipo antigo (1968–1974).
Azul: sistema modernizado de recarga (1974–1976).
Preto: última geração antes da chegada do Ligne 2 (1977), compatível com recargas modernas.
Essa codificação cromática, hoje estudada por colecionadores, é uma das chaves para datar e classificar cada exemplar.
Ligne 1 Small em plaqué ouro com ranhuras verticais — versão compacta e elegante.
O Herdeiro: Ligne 2 (1977–presente)
Em 1977, o Ligne 2 assumiu o posto de sucessor natural. Mais fino, mais preciso e com design levemente alongado, tornou-se o padrão de luxo contemporâneo. O famoso “ping cristalino” de sua tampa é registrado como som oficial da marca. Sua chama amarela dupla e acabamento em ouro, paládio ou laca o transformaram em um símbolo de status e precisão — ainda produzido artesanalmente em Faverges, França.
Décadas de Evolução: Do Gatsby ao Megajet
A maison Dupont continuou reinventando a chama sem perder o refinamento.
Gatsby (anos 1980): design urbano e geométrico.
Ligne D (1990): curvas suaves e transição para a coleção de escrita.
Défi Extreme (2000): chama “jet” azul, resistente a ventos e altitudes.
Maxijet e Minijet (2006): estilo moderno e ergonômico.
Slim 7 (2016): apenas 7 mm de espessura, o mais fino do mundo.
Megajet (2020): tripla chama azul para charutos e ambientes externos.
Cada modelo traduz seu tempo, mas todos mantêm o DNA original — precisão, som e elegância.
Edições Limitadas: O Luxo Numerado
A S.T. Dupont elevou o colecionismo a outro patamar com séries limitadas dedicadas à arte, à cultura e ao cinema. Entre as mais célebres:
James Bond 007,
Andy Warhol Collection,
Da Vinci,
Monet,
Star Wars,
Tour Eiffel,
Cobra, entre outras.
Cada peça é numerada, montada manualmente e frequentemente incorpora laca natural, esmalte, ouro maciço e pedras preciosas. São, literalmente, joias que acendem.
Conclusão: A Chama da Eternidade
Mais do que acender cigarros, o isqueiro S.T. Dupont acende histórias. O Ligne 1, com seu brilho de ouro, o perfume da laca e o som cristalino do metal, permanece o símbolo máximo da elegância francesa — uma síntese de design, tradição e alma. Dele nasceram todos os outros, e nele vive o espírito da maison: a arte de transformar o fogo em luxo.
O equilíbrio e a deliciosa leveza que consegue dar aos pesados blocos de mármore branco ou rosa, granito azul e quartizito vermelho também deixam claro: Franklin tem a experiência e a habilidade de trabalhar a pedra como poucos. E, ao contrário de muitos escultores, cria e executa suas próprias peças.
Escultor amplamente reconhecido no Brasil e no Exterior, iniciou sua carreira com o avô, com quem aprendeu modelagem para fundição e serviço de forjaria.
No período de 1948/1956, estudou entalhe no SENAI, modelagem e escultura no Liceu de Artes e Ofícios, em São Paulo. Cursou também Artes em Geral com os professores Galilei Emendabili e Vicente Larocca, além de muitos outros. Fez ainda os cursos de especialização em Artes Plásticas e História da Arte.
Em 1957, transferiu-se para o Rio Grande do Sul, onde iniciou suas pesquisas em Arte Indígena, Africana, Latina, … Nessa fase dedicou-se também à cerâmica artística e à pintura. Iniciou ainda o curso de Filosofia, na Universidade Católica de Pelotas.
No período de 1959 a 1968 passa a dedicar-se à cerâmica artística, trabalhando com crianças, ao mesmo tempo em que estuda Filosofia na Universidade Católica de Pelotas e ensina artes plásticas e história da arte no Colégio Santa Margarida, Pelotas- RS, onde desenvolve também a escultura e a modelagem.
Nos anos de 1969 e 1970 faz pinturas e esculturas participando de exposições no interior de São Paulo, a convite do SESC e da Secretaria de Turismo de São Paulo.
No período entre 1966/1974 tomou parte em inúmeras exposições como artista convidado, nas mais renomadas galerias de arte do Rio Grande do Sul e também em São Paulo. Realizando inclusive uma exposição individual, denominada “Psique-Pintura”, na Galeria de Arte Pancetti, em Porto Alegre/RS.
A partir de 1975 dedicou-se exclusivamente a escultura, tornando-se um dos artistas exclusivos do Escritório de Arte – Renato Magalhães Gouvêa e participando de uma série de outras exposições coletivas e projetos diversos, em São Paulo e em diversas cidades do país.
1993-2004 – Trabalha com exclusividade para colecionador Dom Cláudio Alonso, colecionador e Marchand, nos Estados Unidos, o qual o apoiou na inclusão de suas obras em coleções particulares em vários países do mundo, como por exemplo: França, Espanha, Itália, Holanda, Porto Rico, Arábia Saudita e EUA.
Trabalha atualmente em São Paulo com as Galerias de Arte André, Arte Aplicada, Arte Infinita e Contorno artes, RJ. Com obras em coleções particulares na França, Espanha, Itália, Holanda, Arábia Saudita e EUA.
Exposições e trabalhos:
1978 – Participa em Penápolis do 3º Salão de Artes Plásticas do Noroeste – 1º Encontro do Escultor.
1979 – Exposição coletiva “Arte no Brasil – Uma História de V Séculos”, Museu de Arte Moderna, de São Paulo/SP;
1979 – Exposição coletiva “Eros/Mostra de Arte” na Galeria de Arte Aplicada – SP.
1979 – Exposição coletiva “Múltiplos e Objetos”, na Galeria Múltipla de Arte, SP.
1979 – Exposição coletiva “escultura Brasileira”, nas Artes-paço, representante exclusiva em Recife, de Renato Magalhães Gouvêa – Escritório de Arte.
1979 – Exposição coletiva no banco Francês e Italiano, SP.
1980 – Estiliza o símbolo e passa a executar projetos de Arte para a Duratex, São Paulo/SP.
1980 – Participa do IV Salão de Antiguidades.
1980 – Exposição coletiva de Escultores no Centro de Convivência Cultural, no Paço das Artes, na Prefeitura Municipal de Campinas, SP.
1982 – Participa da Exposição “Um século no Brasil”, no Museu de Arte Moderna de São Paulo.
1984 – Exposição coletiva – Galeria Ulieno, em Ribeirão Preto, SP.
1985 – Entrega do Monumento ´´Graal“ a Escola Internacional Rosacruz Áurea-MG
1986 – Exposição coletiva – “Mármores” Arte Aplicada, São Paulo.
1987 – Participa da exposição coletiva “10 Paulistas em Brasília”, promovido pela Pronav/LBA, Brasília – DF.
1989 – A convite da Salles Inter Americana de Publicidade executa 70 esculturas exclusivas no bronze.
1992 – Coletiva ´´Da origem da Vida“ – Galeria André, SP
1995 – Executa várias esculturas no mármore, para a Ala nova do Hospital Israelita “Albert Einstein”,SP
1999 – Participa do Clube da Escultura Especial “Coleção Millenium”, com 25 esculturas no mármore, a convite da Galeria Skultura, SP
2002 – Entrega do Monumento “Ligação do Hemisfério Norte e Sul” a Escola Internacional Rosacruz – Áurea – SP.
2005 – Participa de exposição coletiva ´Caminhos Vários“ na Galeria de Arte André,SP.
Figura feminina, disponível no site (clique)
Outros:
Exposição coletiva “Escultura Brasileira”, na Artes-Paço, em Recife/PE; Participa da exposição “Alumínio na Arte”, com mais 5 escultores a convite da ALCOA Alumínio S.A., em São Paulo/SP; A convite da Pinacoteca de São Caetano, SP, participa da exposição’ Mutações’, com uma sala especial. Participa do livro Bandeiras de Brecheret (Historia de um Monumento), de Marta Rossetti Batista, publicado em 1985; Entrega da obra “Ovóide” para a Rodoviaria da Prefeitura Municipal de Embu das Artes.
Literatura
A convite da Galeria Andre participa do livro Escutores Brasileiros.
Entrevista com Franklin
O que é arte para você?
“Vejo a arte através de dois conceitos essenciais: Primeiro, existe uma arte real, esta arte é a do supremo arquiteto, Deus. Que tudo criou e está em tudo. E segundo, existe a arte dos humanos, que se divide em três aspectos fundamentais, ciência, arte e religião, não podemos viver sem essa tríplice realidade. É o fazer humano, abaixo de tudo aquilo que Deus criou através da inteligência e do intelecto o homem consegue captar as coisas sensíveis e sublimes através de formas e cores; Se a arte do homem tem algum sentido, o único é sensibilizar outros. “
De onde você é?
“Sou natural de uma pequena cidade chamada Urandi, BA, onde vivi os primeiros anos de vida. Aos seis anos, minha mãe toma a decisão de vir para São Paulo e, nunca mais voltei para minha cidade natal.”
Quando foi o primeiro contato com a arte?
“Ainda guardo na memória os belos momentos em Urandi, quando ficava deslumbrado, observando meu avô Vicente modelando, fundindo, desenhando, fazendo ferramentaria e etc… Era maravilhoso ver meu avô dar forma em tudo que tocava com as mãos, jamais esqueci aqueles momentos. Meu primeiro entalhe foi um baixo relevo, em uma tábua de caixote. O tema era três pombas a primeira, pintada de branco, a segunda de vermelho e a terceira de cor preta. A professora da escola mista de Araçatuba, SP, elogiou e me deu nota máxima, e fez com que eu assinasse a minha primeira obra. Era tudo que precisava para me entregar definitivamente a aquilo que escolhi para me dedicar por toda vida.”
Você estudou arte?
“Durante o período em que estudei em Colégio interno, aprendi entalhe com o professor Lima, ex-aluno de Cipicchia, responsável por trazer o entalhe para São Paulo. De 1949 a 1952, muito daquilo que vi meu avô fazer, passou a fazer parte dos meus estudos. Na escola Ramos de Azevedo do Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo estudei desenho, modelagem, escultura, etc… Com os professores Galileu Emendabili e Vicente Larocca e outros. Posteriormente, quase no término da construção da catedral da Sé, SP, aprendi técnicas em pedra.”
Qual é o seu estilo?
“Sou Artista contemporâneo, não sou propenso a modas, nem tão pouco oportunista. Aprofundei-me muito em pesquisas, com ferramental específico para técnicas em pedra, utilizadas nas minhas esculturas, estilo moderno. Uso mármores e granitos nacionais, por excelência a gama de cores dos nossos granitos são fantásticos e o nosso branco cristalino, quando puro é maravilhoso e meu preferido. Há 57 anos executo meu trabalho com seriedade, desde anatomia humana a animalística, etc…”
Quais foram suas influências?
“Na época do Liceu o Emendabili me aconselhou: – ‘Franklin, sempre que fizer uma obra, faça-a da sua época.’ Bem, aquilo foi uma grande dor de cabeça, pois vinha de uma escola acadêmica. A partir dali iniciei um longo período de pesquisa. Pesquisei da Mesopotâmia até a Arte Egípcia com seu frontalismo, a Antiguidade. As estátuas Votivas Korai e o grande escultor Fideas e todo o panteão de artistas gregos, chamaram muito a minha atenção. As Artes Colombiana, Africana, Asteca, Indígena Brasileira. E me detive muito na arte dos Carajás e no Folclore Brasileiro. Como gostei de conhecer o mestre Vitalino, não deixando de mencionar no Barroco Brasileiro, o mestre Aleijadinho e outros. No Renascimento: Michelangelo, Leonardo da Vinci, Cellini, Giovanni Bologna, Bernini, Falconet, Canova, Schadow e outros. No séc XIX e XX: Rodin, Brancusi, Jean Arp, Bárbara Hepwordth, Matisse, Maillol, Wotruba, Henry Moore, etc. A arte desses mestres é algo apaixonante e não tenho dúvidas em dizer de alguma maneira, todos eles me influenciaram. Essa pesquisa foi necessária, para que pudesse me situar e achar o meu caminho como artista, pois não sei fazer outra coisa.”
Como você desenvolve a sua obra?
“Minha obra surge das observações e pesquisas da natureza, formação das rochas, animais, pessoas, etc… Tenho como hobby, fotografar tudo que me chama a minha atenção. O tempo de criação e execução de uma obra é como uma gestação bem cuidada com muito carinho e dedicação”.
Crítica – Mario Chamie
“A escultura de Franklin é despojada e elegante, uma síntese perfeita entre a imagem do objeto e sua coerente unidade. Sua opção artística transcende seu trabalho para refletir sua própria vida – homem e artista em total sintonia.
A escultura em geral e a escultura brasileira em particular sofreram, nas duas últimas décadas, uma espécie de retratação de prestígio. Essa retratação não ocorreu em conseqüência de sua eventual perda de significado e atualidade artística. Talvez tenha ocorrido em função das próprias transformações internas que atingiram a escultura, depois das revoluções da primeira metade deste século. Essas transformações não foram apenas as do material de trabalho escultórico, mas, sobretudo das concepções de massa e volume, forma e movimento, espaço e uso aplicadas sobre ele.
Nesse sentido, ficamos perplexos diante do abismo que separa “peso” de Henry Moore a leveza de Calder; ou a da leveza de Calder a monumentalidade provisória de Christo, que “empacota” edifícios, pontes e montanhas.
Em termos mais nossos, ficamos também perplexos em verificar que, depois do surto modernismo com Brecheret, Bruno Giorgi e outros, nos diversificamos entre abstrações racionalistas e retornos a mitos folclóricos e estilizados, indo da limpeza metálica de Franz Weissmann à beleza densa e primitiva de Stockinger.
A aparente retratação no mercado de arte da escultura talvez tenha, portanto, decorrido do excesso de mudanças e caminhos.
Hoje, diante da diversidade mais ou menos adversa, o que parece contar mais é à contribuição pessoal do artista que não se perde no emaranhado da busca, e que ao mesmo tempo sabe se encontrar simplicidade clarividente de suas soluções.
Um artista a quem desde já somos devedores, pela humildade quase anônima de seu trabalho e pela eloqüência original de seus resultados, é o escultor Álvaro Franklin da Silveira.
No panorama da mais nova escultura brasileira, a sua contribuição – que não pode e nem deve ser continuar da obscuridade – se impõe sem alarde e com a segurança de quem conhece a linguagem que constrói.
A linguagem de Franklin não é dissociada do mundo sensível e das suas correspondências plásticas e simbólicas. A fidelidade de Franklin a esse mundo o leva a contemplação e ao domínio objetivo de suas linhas, superfícies e inter-relações internas. A prova maior disso está em que, antes de fazer uma peça, Franklin fotografa e documenta o seu paralelo e “similar” do mundo exterior e natural.
Depois, estuda o documento e a foto, analisando as suas possíveis analogias de movimento e espaço. Essas analogias é que vão lhe inspirar a criação de um protótipo sobre o qual irá elaborar e produzir sua escultura.
A obra deste artista surpreendente é assim, composta de objetos e de relações entre objetos, como se fossem seres vivos de uma segunda natureza. Uma natureza, diga-se aqui, rica, viva e cheias de descobertas.
A escultura brasileira tem, pois, em Franklin um artista que, através do granito, do mármore, do ônix ou da madeira, testifica a sua força e a esperada restauração do seu abalado prestígio.”
Área de atuação: Artista plástico, desenhista, educador e ilustrador.
Carreira
Augusto Rodrigues foi um dos grandes precursores da educação artística no Brasil. Sua carreira foi marcada por uma profunda dedicação às artes visuais e, sobretudo, ao ensino da arte como ferramenta de desenvolvimento humano e social.
Nos anos 1940, após formação em artes e forte influência de movimentos pedagógicos internacionais, Augusto Rodrigues fundou o Museu de Arte da Criança (MAC), no Rio de Janeiro, em 1948. Esse museu foi pioneiro na América Latina, voltado para estimular a expressão artística de crianças, especialmente de comunidades carentes. A iniciativa tinha como base a crença de que a arte é um instrumento fundamental na formação sensível e cognitiva do indivíduo.
Além de seu trabalho como educador, Augusto Rodrigues também atuou como ilustrador, designer gráfico e artista plástico, desenvolvendo trabalhos em desenho, gravura e aquarela. Seu traço era sensível, lúdico e, muitas vezes, diretamente inspirado na espontaneidade da arte infantil.
Gravura disponível no site (clique)
Prêmios e Reconhecimentos
Augusto Rodrigues recebeu diversos prêmios e honrarias, tanto no Brasil quanto no exterior, pela sua atuação artística e, especialmente, pelo seu pioneirismo na educação através da arte:
Prêmio da UNESCO (década de 1950): Recebeu reconhecimento internacional por seu trabalho na educação artística infantil.
Medalhas e honrarias de instituições culturais brasileiras, como o Instituto dos Arquitetos do Brasil (IAB) e a Associação Brasileira de Desenho.
Participou de diversas Bienais de São Paulo, sendo premiado por seus trabalhos em desenho e gravura.
Reconhecimento póstumo com exposições retrospectivas em museus e centros culturais, como o Museu de Arte Moderna (MAM-RJ) e o Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB).
Principais Trabalhos
Museu de Arte da Criança (MAC) – Sua principal criação institucional, funcionando por décadas como espaço de desenvolvimento artístico infantil.
Publicações e livros ilustrados, especialmente voltados para a infância e para a educação.
Exposições individuais e coletivas no Brasil e no exterior, com destaque para seus desenhos, aquarelas e gravuras.
Atividades na TV Educativa e outras iniciativas culturais ligadas à democratização do acesso à arte.
Gravura disponível no site (clique)
Legado
Augusto Rodrigues deixou um legado significativo, sendo considerado o pai da educação pela arte no Brasil. Seu pensamento e metodologia continuam influenciando educadores, artistas e instituições até hoje. Seu trabalho foi fundamental para a valorização da criatividade na infância, promovendo uma visão de que a arte não é apenas técnica, mas uma poderosa ferramenta de expressão, inclusão e transformação social.
A história da Zippo Manufacturing Company é a história de seu povo. De seu fundador George G. Blaisdell, aos muitos funcionários, clientes e colecionadores da Zippo que desempenharam um papel vital na rica história da empresa. Sua lealdade e dedicação fizeram da Zippo um dos maiores e mais reconhecidos ícones da América.
Década de 1930
A linha do tempo do Zippo começa no início da década de 1930, no Bradford Country Club em Bradford, Pensilvânia. O Sr. Blaisdell observou um amigo lutando desajeitadamente para usar um isqueiro pesado de fabricação austríaca. O Sr. Blaisdell observou que o isqueiro funcionava bem, mesmo com vento, devido à chaminé única, mas a aparência e o design eram utilitários e ineficientes. O isqueiro exigia o uso das duas mãos para operar e sua fina superfície de metal era facilmente amassada.
No final de 1932, o Sr. Blaisdell decidiu reconstruir o isqueiro austríaco. Ele fabricou uma pequena caixa retangular e anexou uma tampa com uma dobradiça. Ele preservou o design da chaminé que protegia a chama. O resultado foi um isqueiro atraente que era facilmente operado com uma mão. O nome “Zippo” foi criado pelo Sr. Blaisdell. Ele gostou do som da palavra “zipper”, então ele formou variações da palavra até que ele decidiu por “Zippo”, que ele sentiu que tinha um som “moderno”.
O novo isqueiro de bolso foi vendido por US$ 1,95 cada e contava com a garantia vitalícia incondicional do Sr. Blaisdell, agora famosa: “Funciona ou consertamos de graça™”. O pedido de patente original da Zippo foi protocolado em 17 de maio de 1934, e a patente número 2032695 foi concedida em 3 de março de 1936. O primeiro isqueiro de bolso Zippo, produzido em 1933, está em exposição no Museu Zippo/Case em Bradford.
Em meados dos anos 30, a Kendall Refining Company em Bradford, fez um pedido de 500 isqueiros Zippo. Acredita-se que esses isqueiros sejam os primeiros isqueiros anunciados pela empresa produzidos pela Zippo e são itens colecionáveis altamente valorizados.
Década de 1940
A Segunda Guerra Mundial teve um impacto profundo na Zippo. Após a entrada dos Estados Unidos na guerra em 1941, a Zippo encerrou a produção de isqueiros para mercados de consumo e dedicou toda a produção ao exército dos EUA. Essa iniciativa levou à produção do isqueiro Zippo com caixa de aço e acabamento craquelado preto . O fato de milhões de militares americanos carregarem o isqueiro para a batalha foi um catalisador significativo no estabelecimento da Zippo como um ícone americano em todo o mundo. O fornecimento do mercado militar resultou em produção total para a fábrica e permitiu que a Zippo se tornasse financeiramente forte e a tornasse uma empresa viável.
No final da guerra em 1945, a Zippo voltou a vender isqueiros para uma América em tempos de paz e retomou a produção de isqueiros para o mercado consumidor. Promotor de coração, o Sr. Blaisdell queria pegar a estrada com um carro que parecesse um isqueiro Zippo e em 1947 o Zippo Car nasceu.
década de 1950
Em 1º de agosto de 1950, a Zippo recebeu sua segunda patente, número 2517191. O design do isqueiro Zippo permanece basicamente o mesmo até hoje, com pequenas melhorias.
A partir de meados dos anos 50, códigos de data foram carimbados na parte inferior de cada isqueiro Zippo. O propósito original era o controle de qualidade, mas os códigos se tornaram uma ferramenta inestimável para colecionadores.
Em 1956, a Zippo lançou o isqueiro Slim , que foi um marco importante. Esta versão ligeiramente menor do isqueiro Zippo foi projetada para atrair mulheres, mas, para sua surpresa, também atraiu homens.
década de 1960
Na década de 1960, os frequentadores dos shows começaram a erguer a chama Zippo como uma saudação aos artistas favoritos, um gesto mais tarde apelidado de “Momento Zippo”.
Em 1962, a Zippo produziu seu primeiro produto não isqueiro. A fita métrica de bolso de aço, ou “régua”, como era chamada, tinha um design que lembrava o famoso isqueiro. Outros itens foram adicionados e excluídos da linha Zippo desde a década de 1960. Muitos eram voltados principalmente para a divisão de produtos promocionais, incluindo chaveiros, protetores de greens de golfe, conjuntos de caneta e lápis e a lanterna de bolso ZipLight.
década de 1970
O Sr. Blaisdell faleceu em 3 de outubro de 1978. Ele é lembrado não apenas por inventar o isqueiro Zippo, mas também por sua generosidade e espírito gentil. Após sua morte, suas filhas, Harriett B. Wick e Sarah B. Dorn, herdaram o negócio.
Durante a década de 1970, a Zippo começou a se expandir para mercados internacionais.
Década de 1980
Na década de 1980, a empresa era de propriedade de seis membros da família Blaisdell, incluindo as filhas do Sr. Blaisdell e seus filhos.
Década de 1990
Em 1993, a Zippo adquiriu a WR Case & Sons Cutlery Company . A rica herança da Case começou quando ela foi fundada em 1889. A empresa mudou-se para Bradford em 1905. A Case fabrica facas artesanais premium, incluindo canivetes tradicionais dobráveis e facas esportivas de lâmina fixa, além de itens comemorativos e colecionáveis de edição limitada.
O Zippo/Case Museum foi inaugurado em julho de 1997. A instalação de 15.000 pés quadrados inclui uma loja e um museu. Também abriga a mundialmente famosa Zippo Repair Clinic , onde os visitantes podem assistir ao processo de reparo.
Anos 2000
No outono de 2002, a Zippo obteve o registro de marca para o formato do isqueiro Zippo. Este foi um marco importante para ajudar a proteger a marca de falsificadores.
Também no início dos anos 2000, a Zippo lançou o primeiro isqueiro Zippo MPL® , um isqueiro multifuncional recarregável.
Década de 2010
Em fevereiro de 2010, a Zippo adquiriu a marca de isqueiros Ronson e a marca de combustível Ronsonol .
Em 2010, a empresa introduziu um aquecedor de mãos todo em metal , lançando os produtos Zippo Outdoor . O aquecedor de mãos usa fluido de isqueiro premium Zippo e fornece uma fonte estável de calor por mais tempo do que qualquer outro produto no mercado.
A expansão contínua da Zippo em mercados estrangeiros, particularmente Índia e China, bem como as fortes vendas domésticas levaram a aumentos recordes nas vendas em 2011 e 2012.
Em 2011, a seleção de produtos Zippo Outdoor foi expandida para incluir um kit de emergência para iniciar incêndio e um isqueiro utilitário com pescoço flexível.
Em 2012, durante seu 80º aniversário , a produção da Zippo ultrapassou a marca de 500 milhões de isqueiros.
Também em 2012, o Zippo/Case Museum foi remodelado para refletir melhor a marca Zippo. O design moderno apresenta uma combinação de texturas ricas e ásperas, como couro e tijolo, e uma mistura de arte vintage e fotografia de estilo de vida.
Em 2013, a Zippo lançou uma linha de equipamentos de acampamento e acessórios de combate a incêndio robustos da marca Zippo.
HOJE
Hoje, George B. Duke, neto do Sr. Blaisdell, é o único proprietário e presidente do conselho da Zippo. Mark Paup é o presidente e CEO da empresa.
A diversificada linha de produtos da Zippo continua crescendo e agora inclui acessórios para isqueiros , isqueiros multiuso de butano , fragrâncias masculinas e femininas, acessórios de estilo de vida, óculos e produtos para entusiastas de atividades ao ar livre.
Há muitos colecionadores de Zippo ao redor do mundo. Seu fervor e dedicação à marca são inigualáveis. Para melhorar a experiência de colecionar, os clubes de colecionadores de Zippo ao redor do mundo realizam encontros e outros eventos ao longo do ano.
Empresas ao redor do mundo continuam a usar isqueiros Zippo como uma ferramenta de propaganda e promoção. Esses isqueiros “anunciantes” continuam entre os favoritos dos colecionadores.
Talvez uma das maiores influências na coleção sejam os laços da Zippo com a cultura popular, Hollywood , Broadway e a indústria musical . O isqueiro Zippo foi destaque em mais de 2.000 filmes, peças de teatro e programas de televisão ao longo dos anos. Os isqueiros Zippo “estrelaram” produções tão diversas como “I Love Lucy”, “The X-Men” e “Hairspray – o Musical”. Muitas vezes, o isqueiro é um acessório-chave, usado como um dispositivo para mover o enredo para a frente ou para refletir a personalidade de um personagem ou período de tempo retratado. O famoso som de “clique” do Zippo foi sampleado em músicas, e os próprios isqueiros foram apresentados em capas de álbuns, tatuados na pele de roqueiros e empunhados em sessões de fotos da Rolling Stone.
Em um mundo onde a maioria dos produtos são simplesmente descartáveis ou estão disponíveis com garantias limitadas, o isqueiro de bolso Zippo continua apoiado por sua famosa garantia vitalícia . Em mais de 90 anos, ninguém jamais gastou um centavo no reparo mecânico de um isqueiro de bolso Zippo, independentemente da idade ou condição do isqueiro. O isqueiro de bolso Zippo está arraigado na cultura americana e é um ícone global de durabilidade e confiabilidade.
Poeta I, Cana de Açúcar – serigrafia numerada assinada – disponível no site (clique)
Formação
s.d. – São Paulo SP – Faz mestrado em Artes Plásticas na USP
1964 Inicio dos Estudos Artísticos na escola de Belas Artes em Bauru.
1971 – Bauru SP – Conclui o curso de Desenho e Plástica na Universidade de Bauru
1972 Inicio da docencia na Universidade de Bauru, hoje UNESP.
1979/1980 – São Paulo SP – Estuda Gravura sob a orientação de José Moraes e Regina Silveira, no Centro de Estudos de Artes Visuais
1989 Mestre em Artes ECA/USP.
1992 Doutora em Artes ECA/USP.
1985 – São Paulo SP – Freqüenta o ateliê de Norberto Stori
s.d. – Bauru SP – Professora da Universidade de Bauru
PREMIAÇOES
1969 Primeira classificada em Pesquisa Técnica de Pintura/ II Salão do Trabalho de Bauru.
1972 Premio Aquisicao- Pintura a Oleo/Salao Estimulo de Artes Plásticas/Secretaria de Esportes e Turismo do Estado de São Paulo.
1978- Menção Honrosa-Serigrafia/I Salão de Arte Visual do Norte do Paraná/Londrina-PR,
1979- “Medalha de Ouro” -Pintura a Oleo/VI Salão de Artes Plásticas/Associação dos Servidores Civis do Brasil/Rio de Janeiro-RJ
1980 – Premio Aquisicao- Serigrafia/III Salão de Arte Visual Norte do Paraná Londrina-PR.
1985 Premio Aquisicao: “Prefeitura Municipal de Piracicaba”/XVIII Salão de Arte Contemporánea de Piracicaba SP.
1986 Prémio Aquisição: “Prefeitura Municipal de Piracicaba”/XIX Salão de Arte Contemporanea de Piracicaba SP. – Medalha de Duro Aquarela/1 Salão de Artes Plásticas de Avaré – SP
1987 Premio SPAL-SPRITE Pintura/Acrilica/II Salão Nacional de Artes Plásticas São Paulo-Parana. – Indicação p/ Premio Aquisição Acrilica/ XII Salão de – Arte Contemporanea/ Ribeirão Preto-SP. – Premio “Spazio Verde”-Aquisição/II Salao de Artes Plásticas de Avaré – SP Novembro.
21 Exposições individuais.
61 Exposições Coletivas.
serigrafia numerada assinada – disponível no site (clique)
Um artista deixa de ser um simples pintor quando não precisa mais aplicar rigorosamente as regras e respeitar religiosamente as tradições. Lairana adquiriu tal familiaridade com sua arte, que pode transformá-la num projeto vivo de deslocamento das fronteiras do seu mundo, gerando novas regras e novos sentidos.
Lairana é uma artista nascida em Bauru, mas que conseguiu ser – ao mesmo tempo – representante de uma cultura local e construir uma obra cosmopolita; fazer-se compreender por seus vizinhos e por habitantes de países longínquos. Lairana é uma intelectual, é uma doutora em artes pela prestigiada Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo, mas suas impressões – transformadas em milhares de obras – fazem dela aquilo que os antropólogos chamam de “observadora participante”. Sua carreira de sucesso a fez dezenas de vezes premiada em salões oficiais e levou seus quadros a lugares tão distantes e surpreendentes como o Japão e República Sul-Africana (além de praticamente todos os países da América e da Europa Ocidental). O sucesso se renova, neste ano de 2006, conduzindo sua obra para os seletos endereços do Forte de São Francisco, em Portugal, e da Galeria Artitude, na capital francesa. No Brasil, Lairana, com suas pinturas, ocupou nada menos do que seis ambientes do Casa-Cor Interior, na cidade de Araraquara (SP).
Conheço muito da obra de Lairana. Admiro tudo o que conheço. Mas o que me arrebata são suas papoulas: quando pintadas em óleo sobre tela, são transparentes e multicoloridas; quando produzidas em acrílico, multiplicam texturas; e se lairana usa a espátula, o quadro acaba capturando não só o movimento da papoula, mas também a gestualidade da artista. Ao usar a espátula, Lairana valsa com suas criações.
As papoulas de Lairana (como de resto, toda a sua obra) não ficarão “datadas”, pois não se filiam a um determinado movimento artístico. A artista tem sensibilidade e competência para captar informações e adaptar estilos a seu trabalho, sem constrangê-lo a quaisquer estruturas. As papoulas não se macularam porque a autora não buscou as facilidades de filiação a alguma escola artística ou nova tendência. A eternidade é o prêmio de quem não se corrompe.
Luiz Cláudio Mubarac formou-se em artes plásticas pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo – ECA/USP, em 1982. Estuda gravura com Evandro Carlos Jardim (1935) e com Regina Silveira (1939). É professor de gravura na Fundação Armando Álvares Penteado – Faap, de 1985 a 2000, e coordenador do Atelier Livre de Gravura do Museu Lasar Segall, de 1989 a 2000. Freqüenta, como bolsista, o Atelier Tamarind Institute, nos Estados Unidos, em 1993; o London Print Workshop, na Inglaterra, em 1994, e o Civitella Ranieri Center, na Itália, em 1996. Professor conferencista da ECA/USP, de 1994 a 1995, conclui doutorado nessa instituição em 1998. Nesse ano é lançado pela Edusp o livro Cláudio Mubarac, com textos de Sônia Salzstein e Tadeu Chiarelli e apresentação de Evandro Carlos Jardim. Recebe, em 1999, o prêmio Faap – Cité des Arts, e permanece em Paris, por um ano, e o prêmio para a melhor delegação internacional, na 23ª Bienal Internacional de Artes Gráficas de Liubliana. Mubarac atua com diversas técnicas como gravura em metal, xilogravura, litografia, monotipia, fotografia e manipulação em computador. Em sua produção são recorrentes as imagens do corpo humano e as referências à história da gravura. É professor de desenho e gravura da ECA/USP desde 2004.
Gravura em metal, disponível no site (clique)
Comentário Crítico
Os trabalhos iniciais de Cláudio Mubarac partem de elementos cotidianos e mantêm diálogo com a produção de artistas como Rembrandt van Rijn (1606 – 1669) e Giorgio Morandi (1890 – 1964), em gravuras que apresentam grande rigor técnico. Como nota o historiador da arte Tadeu Chiarelli, a partir de 1989, devido a um acidente automobilístico sofrido por Mubarac, sua obra passa a revelar uma reflexão acerca da fragilidade da existência humana. Ele realiza então uma série de estampas nas quais o tema é o corpo humano, que aparece fragmentado em imagens que lembram chapas de raios X e em desenhos realizados em ponta-seca, que traduzem o corpo em sua estrutura óssea. Com base nessa série, passa a trabalhar com a representação da anatomia de forma difusa, quase abstrata, com impressões em papel artesanal, expostas diretamente na parede. Como nota a crítica Sônia Salzstein, o conjunto de gravuras do artista se destaca por seu empenho persistente em extrair da linha um misto de despojamento e determinação.
Até então o artista emprega a gravura no sentido convencional. Posteriormente, passa a transformar as estampas em objetos tridimensionais, ao gravar as imagens em folhas de ouro sobre chumbo, que são estampas, mas, em sua densidade matérica, são a representação da matriz gráfica. Em outra série, substitui as estampas em folhas de ouro sobre chumbo por folhas de prata, que refletem também a realidade ao redor.
Como nota a crítica Maria Alice Milliet, o corpo assoma em sua produção cercado de certa emoção. Em desenhos expostos em 2000, os fragmentos da anatomia são precisos, porém tocantes porque são frágeis, hesitantes na ocupação do espaço. O traço busca a estrutura e rompe com delicadeza a matéria.
Sua produção atual apresenta a singularidade de aliar questões relacionadas com a representação do corpo – um dos temas centrais da arte contemporânea – à indagação sobre a própria estrutura da gravura e sua tradição. Mubarac possui também relevante atuação como professor de desenho e gravura no ensino superior.
Litogravura, acervo Galeria de Gravura (à venda por R$ 1200 em Out/24)
Críticas
“Ao perceber e intuir a gravura em sua essencialidade e aproximá-la pela prática a um projeto pessoal de trabalho mais amplo, Cláudio Mubarac justifica sua escolha ao elegê-la como seu meio de expressão por excelência. Desde os primeiros ensaios, em que o ‘assunto’ e a fantasia pareciam competir com as qualidades técnicas e estéticas na concepção de suas estampas, uma consciência dos recursos de linguagem e dos valores inerentes à gravura de todos os tempos já se impunham de forma surpreendente em sua obra nascente e depois extensa, que naquele momento apenas se iniciava. Desde o Pentágono do Cactus, de abril de 1978, uma água-forte de pequeno formato que ainda dividia, mas já revelava essa clareza e consciência gráfica, até a figura do crânio e do corpo humano representado e significado em sua estrutura óssea – e mais recentemente as figuras de planos incisos e iluminados por uma espécie de luz metálica e imanente, um interessante percurso foi delineado, revelador de extraordinária acuidade gráfica. Ao questionar a gravura hoje, na dicotomia matriz-estampa, Cláudio Mubarac cria novos procedimentos, inventa suportes. Revisita a gravura e sua história, sua razão de ser e sua permanência no tempo como fenômeno estético, pelo desdobramento de tantas práticas e procedimentos, cuja origem ainda reside em seu próprio cerne ao se manifestar a cada vez pelo gesto do corte e revelação da linha. Ciente de seu tempo, seu trabalho torna legítima a presença e a importância da gravura e da estampa na arte contemporânea”. Evandro Carlos Jardim – maio de 1996 GRAVURA: arte brasileira do século XX. Apresentação Ricardo Ribenboim; texto Leon Kossovitch, Mayra Laudanna, Ricardo Resende; design Rodney Schunck, Ricardo Ribenboim; fotografia da capa Romulo Fialdini. São Paulo: Itaú Cultural: Cosac & Naify, 2000, p. 162.
Buril, água-forte e verniz mole sobre papel
Depoimentos
“Venho colecionando essas imagens há alguns anos. Dar forma às minhas observações, enunciar esses objetos, fundi-los às minhas vontades. Algumas gravuras são fruto de desenhos ou de grupo de desenhos, outras são construídas diretamente sobre a matriz. Às vezes, sinto-me preenchendo um álbum de figurinhas, como os muitos que preenchi na minha infância, tão próxima e já tão irreal. Mostro aqui algumas páginas deste álbum, que nunca ficará completo. Os assuntos são simples: retratos, figuras, flores, pequenas paisagens, objetos, animais. Mas é o seu relacionamento o que me interessa e principalmente a intimidade que eu possa ter com eles, para assim torná-los também íntimos a quem os vê”. Luiz Cláudio Mubarac – 1984 GRAVURA: arte brasileira do século XX. Apresentação Ricardo Ribenboim; texto Leon Kossovitch, Mayra Laudanna, Ricardo Resende; design Rodney Schunck, Ricardo Ribenboim; fotografia da capa Romulo Fialdini. São Paulo: Itaú Cultural: Cosac & Naify, 2000, p. 162
Buril, água-forte e verniz mole sobre papel
Exposições Individuais
1990 – São Paulo SP – Individual, na Paulo Figueiredo Galeria de Arte 1992 – São Paulo SP – Individual, Programa de Exposições do CCSP, no Pavilhão da Bienal 1993 – São Paulo SP – Individual, na Paulo Figueiredo Galeria de Arte 1995 – São Paulo SP – Individual, na Paulo Figueiredo Galeria de Arte 1997 – São Paulo SP – Individual, na Galeria Adriana Penteado Arte Contemporânea 1997 – São Paulo SP – Individual, no CCSP 1998 – Uberlândia MG – Individual, na Casa de Idéias 1998 – São Paulo SP – Individual, no CCSP 1999 – Bruxelas (Bélgica) – Individual, na La Maison du Brésil 1999 – Berlim (Alemanha) – Individual, no Instituto Cultural Brasileiro na Alemanha 1999 – São Paulo SP – Individual, na Valu Oria Galeria de Arte 1999 – Rio de Janeiro RJ – Individual, na Fundação Casa de Rui Barbosa 1999 – Rio de Janeiro RJ – Individual, no Espaço Sérgio Porto
Buril, água-forte e verniz mole sobre papel
Exposições Coletivas
1980 – São Paulo SP – 2º Panorama da Arte Atual Brasileira, no MAM/SP 1981 – Piracicaba SP – 14º Salão de Arte Contemporânea de Piracicaba, na Casa das Artes Plásticas Miguel Dutra 1981 – São Paulo SP – Coletiva de Gravura em Metal, na Galeria Sesc Paulista 1981 – São Paulo SP – Gravura Jovem, no MAC/USP 1982 – Curitiba PR – 5ª Mostra Anual de Gravura Cidade de Curitiba, na Casa da Gravura Solar do Barão – premiado 1982 – São Paulo SP – 1º Salão Paulista de Arte Contemporânea, na Fundação Bienal 1983 – Biella (Itália) – Premio Internazionale Biella per I’Incisione 1983 – China – International Print Exhibition: ROC 1984 – São Paulo SP – Da Paisagem da Figura: Paulo Pasta e Cláudio Mubarac, no Espaço Cultural DHL 1984 – São Paulo SP – Gravura: Buti, Hashimoto e Mubarac, no MAC/USP 1985 – São Paulo SP – 3º Salão Paulista de Arte Contemporânea, na Fundação Bienal 1985 – São Paulo SP – Arte Jovem Paulista, Revista Arte em São Paulo, na Galeria de Arte São Paulo 1985 – São Paulo SP – Salão Paulista de Arte Contemporânea, na Pinacoteca do Estado 1986 – San Juan (Porto Rico) – Bienal de San Juan del Grabado latino-americano y del Caribe 1987 – Liubliana (Iugoslávia, atual Eslovênia) – Bienal Internacional de Gravura 1987 – São Paulo SP – 5º Salão Paulista de Arte Contemporânea, na Pinacoteca do Estado 1987 – São Paulo SP – Cinco Jovens Paulistas, no Espaço Cultural 2001 1987 – São Paulo SP – Cláudio Mubarac e Ivanir Cozeniosque, na Galeria Sesc Paulista 1988 – Catânia (Itália) – Mostra Internazionale di Grafica 1988 – São Paulo SP – 6º Salão Paulista de Arte Contemporânea 1990 – Amadora (Portugal) – Bienal de Gravura de Amadora 1990 – Curitiba SP – 9ª Mostra de Gravura Cidade de Curitiba, no Museu da Gravura 1990 – Grécia – 2ª Mediterranean Bienale of Grafic Art 1990 – São Paulo SP – 21º Panorama de Arte Atual Brasileira, no MAM/SP 1990 – São Paulo SP – Coletiva de Gravuras, no CCSP 1992 – Curitiba PR – 10ª Mostra da Gravura Cidade de Curitiba/Mostra América, no Museu da Gravura 1992 – Curitiba PR – 1ª Mostra América de Gravura, no Museu da Gravura – prêmio aquisição 1992 – Curitiba PR – Destaques da Mostra de Gravura Cidade de Curitiba, no Museu da Gravura 1992 – Rio de Janeiro RJ – 13 Artistas Paulistas, no MAM/RJ 1992 – São Paulo SP – Anos 90: exposição de acervo, no MAC/USP 1992 – São Paulo SP – Destaques da Mostra de Gravura Cidade de Curitiba, no MAC/USP 1992 – São Paulo SP – Gravadores, no Espaço Namour 1992 – São Paulo SP – Programa Anual de Exposições de Artes Plásticas, no CCSP 1993 – Liubliana (Eslovênia) – Bienal Internacional de Gravura 1993 – San Juan (Porto Rico) – Bienal de San Juan del Grabado latino-americano y del Caribe 1994 – Albuquerque (Estados Unidos) – Do Brasil, Alex Cerveny & Cláudio Mubarac, no Museum of Fine Arts, The University of New Mexico 1994 – Brasília DF – Primeira Revisão da Gravura: gravura paulista, na Galeria Rubem Valentim 1994 – Curitiba PR – 11 Artistas Gravadores Brasileiros e Britânicos, no Museu da Gravura 1994 – Londres (Inglaterra) – 5 Contemporary Brazilian Printmakers, na Hardware Gallery 1994 – Londres (Inglaterra) – 5 Contemporary Brazilian Printmakers, no London Print Workshop 1994 – Porto Alegre RS – 11 Artistas Gravadores Brasileiros e Britânicos, no Margs 1994 – São Paulo SP – 11 Artistas Gravadores Brasileiros e Britânicos, no MAB/Faap 1994 – São Paulo SP – Anos 90, no CCSP 1994 – São Paulo SP – Poética da Resistência: aspectos da gravura brasileira, na Galeria de Arte do Sesi 1994 – Rio de Janeiro RJ – Poética da Resistência: aspectos da gravura brasileira, no MAM/RJ 1995 – Belo Horizonte MG – Imagem Derivada: um olhar acerca do desdobramento da gravura hoje, no MAP 1995 – Curitiba PR – 2ª Mostra América de Gravura, no Museu da Gravura 1995 – Porto Alegre RS – Projeto Tamarind, no Atelier Livre de Porto Alegre 1995 – Recife PE – Projeto Tamarind, no Espaço Cultural Banbepe 1995 – Rio de Janeiro RJ – Projeto Tamarind, na Galeria da EAV/Parque Lage 1995 – São Paulo SP – Goeldi: nosso tempo, no MAB/Faap 1995 – São Paulo SP – Gravura Paulista 1995 – São Paulo SP – Projeto Tamarind, no MAC/USP 1996 – São Paulo SP – Arte Brasileira Contemporânea: doações recentes, no MAM/SP 1996 – São Paulo SP – Pluralidade, no MAM/SP 1997 – Curitiba PR – A Arte Contemporânea da Gravura, no Museu Metropolitano de Arte de Curitiba 1997 – Portland (Estados Unidos) – International Print Exhibition, no Museu de Arte de Portland 1997 – São Paulo SP – 25º Panorama de Arte Brasileira, no MAM/SP 1997 – São Paulo SP – Pequenos Formatos, na Valu Oria Galeria de Arte 1998 – Campinas SP – A Gravura como Escultura, no Itaú Cultural 1998 – Caracas (Venezuela) – Gráfica: dos tiempos un espacio, na Galería Espiral de la Escuela de Artes Visuales 1998 – Jacareí SP – Múltiplas Abordagens em Torno da Gravura, na Casa da Gravura 1998 – Jacareí SP – Múltiplas Abordagens em Torno da Gravura, na EMEF Lamartine Delamare 1998 – Jacareí SP – Múltiplas Abordagens em Torno da Gravura, na EMEF Silvio Silveira Mello Filho 1998 – Jacareí SP – Múltiplas Abordagens em Torno da Gravura, na EMEF Barão de Jacareí 1998 – Niterói RJ – 25º Panorama de Arte Brasileira, no MAC/Niterói 1998 – Penápolis SP – A Gravura como Escultura, na Galeria Itaú Cultural 1998 – Recife PE – 25º Panorama de Arte Brasileira, no Mamam 1998 – Rio de Janeiro RJ – Pensar Gráfico: a gravura da linguagem, no Paço Imperial 1998 – Salvador BA – 25º Panorama de Arte Brasileira, no MAM/BA 1998 – São Paulo SP – A Gravura como Escultura, no MAM/SP 1999 – Liubliana (Eslovênia) – 23ª Bienal Internacional de Gravura, na Moderna Galerija Ljubljana 1999 – Rio de Janeiro RJ – Litografias – Tamarind Institute, na Galeria de Arte do Ibeu 1999 – São Paulo SP – Dezenove Cabeças, na Adriana Penteado Arte Contemporânea 1999 – São Paulo SP – Uma Roça, um Oásis, o Ateliê de Gravura do Museu Lasar Segall, no Museu Lasar Segall 1999 – São Paulo SP – Litografias – Tamarind Institute, no CCSP 2000 – Curitiba PR – 12ª Mostra da Gravura de Curitiba. Marcas do Corpo, Dobras da Alma 2000 – São Paulo SP – Investigações. A Gravura Brasileira, no Itaú Cultural 2001 – Brasília DF – Investigações. A Gravura Brasileira, na Galeria Itaú Cultural 2001 – Penápolis SP – Investigações. A Gravura Brasileira, na Galeria Itaú Cultural 2001 – Santo André SP – 1ª Bienal de Gravura de Santo André 2001 – São Paulo SP – Carlos Zilio e Cláudio Mubarac, no CEUMA 2001 – São Paulo SP – Pequenos Formatos, na Valu Oria Galeria de Arte 2001 – São Paulo SP – Trajetória da Luz na Arte Brasileira, no Itaú Cultural 2001 – São Paulo SP – Trilingüe ABC: gravura atual, na Galeria de Arte Gravura Brasileira 2002 – São Paulo SP – O Orgânico em Colapso, na Valu Oria Galeria de Arte 2003 – Frankfurt (Alemanha) – Art Frankfurt 2003 2003 – Havana (Cuba) – Traços e Formas na Gravura Contemporânea Brasileira, na Galería de la Casa Guayasamin 2003 – Rio de Janeiro RJ – Projeto Brazilianart, na Almacén Galeria de Arte 2003 – São Paulo SP – A Gravura Vai Bem, Obrigado: a gravura histórica e contemporânea brasileira, no Espaço Virgílio 2003 – São Paulo SP – Arte Hoje, na Valu Oria Galeria de Arte 2003 – São Paulo SP – MAC USP 40 Anos: interfaces contemporâneas, no MAC/USP 2003 – São Paulo SP – Meus Amigos, no MAM/SP 2004 – Madri (Espanha) – Arco/2004, no Parque Ferial Juan Carlos I 2004 – São Paulo SP – A Gravura Paulista, na Gravura Brasileira 2004 – São Paulo SP – Arte Contemporânea no Acervo Municipal, no CCSP 2004 – São Paulo SP – Arte Contemporânea no Ateliê de Iberê Camargo, no CEUMA 2004 – São Paulo SP – Novas Aquisições: 1995 – 2003, MAB/Faap 2004 – São Paulo SP – Núcleos Contemporâneos, na Valu Oria Galeria de Arte 2004 – São Paulo SP – Sobregravura, na Galeria de Arte Gravura Brasileira
Saverio Castellano, nome completo:Saverio Henrique Castellano (29 de março de 1934 – 18 de maio de 1996) foi um pintor, desenhista e gravurista (litógrafo). É considerado um dos pioneiros no uso da computação em arte.
Começou estudando desenho com Poty Lazzarotto nos Cursos do Museu de Arte de São Paulo em 1952. E em 1955 estudou gravura com Livio Abramo na Escola de Artesanato do Museu de Arte Moderna de São Paulo – MAM, ano em que também foi aprovado nos exames vestibulares da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo – FAU, onde se formou.
Trabalhou como colaborador no Escritório de Arquitetura do arquiteto Jorge Wilhein de 1959 até 1961, onde teve os primeiros contatos com artistas como: Mario Gruber, Marcelo Grassamn, Flávio Motta e Aldemir Martins, que o incentivam a prosseguir seu trabalho. Frequentou os ateliês de Gravura da Fundação Armando Álvares Penteado – FAAP.
Em 1972 em uma viagem à Inglaterra. Elaborou projeto para uma escultura em acrílico nos ateliês da Saint Martin School of Art, onde manteve contato com o escultor Anthony Caro e com o crítico de arte Guy Brett.
Foi casado com a reconhecida pintora e professora Selma Daffré.
“Figura Reclinada II” – disponível no site (clique)
Estilo
O crítico Jacob Klintowitz, um dos mais respeitados críticos de artes plásticas do Brasil, escreveu sobre ele que “Dentro de sua proposta, Savério Castellano é coerente e consequente. Nenhum gesto desperdiçado, nenhuma forma ao acaso, economia e contenção na linguagem e na articulação de suas idéias. São trabalhos que oferecem uma contribuição específica e uma leitura em vários níveis”.
Já Aracy M. Amaral escreve sobre seu estilo que “de sua formação como arquiteto deixa transparecer a preocupação com a ordenação do espaço, enquanto é subjacente às suas imagens especulações matemáticas e de ordem quantitativa, que o levariam a aproximar-se da computação”.
Eventos
Artes visuais – 4º Salão Paulista de Arte Moderna 05.08.1955 De 1951 a 1968, o evento é denominado Salão Paulista de Arte Moderna. A partir de 1969, passa a chamar-se Salão Paulista de Arte Contemporânea. Em 1980, Salão Paulista de Artes Plásticas e Visuais. Em 1982 volta a chamar-se Salão Paulista de Arte …
Artes visuais Prêmio Leirner de Arte Contemporânea 05.12.1958
Artes visuais Prêmio Leirner de Arte Contemporânea 1959
Artes visuais 1º Salão Paulista de Arte Contemporânea 12.1969 De 1951 a 1968, o evento foi denominado Salão Paulista de Arte Moderna. A partir de 1969, passou a chamar-se Salão Paulista de Arte Contemporânea. Em 1980, Salão Paulista de Artes Plásticas e Visuais. Em 1982 volta a chamar-se Salão Paulista de Ar…
Artes visuais Expo-Projeção 73 18.06.1973 Mostra organizada por Aracy Amaral (1930) e realizada em junho de 1973, na sede do Grupo de Realizadores Independentes de Filmes Experimentais (Grife), em São Paulo. Trata-se de uma das primeiras iniciativas curatoriais no país que reúne obras aud…
Artes visuais 10 Artistas de Tendência Fantástica 13.12.1973
Artes visuais 6º Panorama de Arte Atual Brasileira 17.10.1974
Artes visuais A Comunicação Segundo os Artistas Plásticos 1975
Artes visuais 8º Panorama de Arte Atual Brasileira 30.11.1976
Artes visuais 9º Panorama de Arte Atual Brasileira 15.12.1977
Artes visuais Semana da Gravura 19.09.1987
Artes visuais Impressões: a arte da gravura brasileira 26.11.1998
Artes visuais Expoprojeção 1973-2013 23.10.2013
Artes visuais Canto Geral: a luta pelos Direitos Humanos 09.12.2017
Gravador, pintor, desenhista, ilustrador, professor.
Utiliza variadas técnicas como desenhos, gravuras e pinturas, apresentando uma produção cujos principais temas são: as cidades imaginárias e os anjos e as máquinas.
Darel Valença Lins (Palmares, 9 de dezembro de 1924 – Rio de Janeiro, 7 de dezembro de 2017) foi um gravurista, pintor, desenhista, ilustrador e professor brasileiro.
“Lolita”, litografia – disponível no site (clique)
Biografia
Em 1937 aprendeu desenho técnico e começou a dedicar-se ao desenho à mão livre. Estudou na Escola de Belas Artes do Recife, atual Universidade Federal de Pernambuco – UFPE, entre 1941 e 1942, e atua como desenhista técnico. Muda-se para o Rio de Janeiro em 1946. Estuda gravura em metal com Henrique Oswald (1918 – 1965) no Liceu de Artes e Ofícios, em 1948. Dois anos depois, entra em contato com Oswaldo Goeldi (1895 – 1961). Atua como ilustrador em diversos periódicos, como para a revista Manchete, Senhor, Revista da Semana entre outras e os jornais Última Hora, O Jornal e Diário de Notícias. Entre 1953 e 1966, encarrega-se das publicações da Sociedade dos Cem Bibliófilos do Brasil. Com o prêmio de viagem ao exterior, recebido no Salão Nacional de Arte Moderna – SNAM do Rio de Janeiro, em 1957, viaja para a Itália, onde permanece até 1960. Época em que realizou doze murais para a cidade de Reggio Emilia. De volta ao Rio de Janeiro, ilustrou diversas obras literárias, como Memórias de um Sargento de Milícias, 1957, de Manuel Antônio de Almeida (1831 – 1861); Poranduba Amazonense, 1961, de Barbosa Rodrigues (1842 – 1909); São Bernardo, 1992, de Graciliano Ramos (1892 – 1953); e A Polaquinha, 2002, de Dalton Trevisan (1925) e Humilhados e Ofendidos, de Dostoievski. Leciona gravura em metal no Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand – Masp, em 1951; litografia na Escola Nacional de Belas Artes – Enba, no Rio de Janeiro, entre 1955 e 1957; e na Faculdade de Artes Plásticas da Fundação Armando Álvares Penteado – Faap, em São Paulo, de 1961 a 1964. Retomou as atividades no jornalismo e realizou uma série de colagens e fotomontagens para as crônicas de Antônio Maria, na Revista da Semana. Entre 1968 e 1969, realiza painéis como os do Palácio dos Arcos, sede do Ministério das Relações Exteriores, em Brasília, para a Olivetti (1970) e para a IBM do Brasil (1979). Em 1982 recebeu o Prêmio Abril de Jornalismo pelo melhor conjunto de ilustrações para a revista Playboy.
Acervo Oto Reifschneider Galeria de Arte – R$ 3.800,
Formação
1937 – Catente PE – Inicia aprendizado de desenhista técnico de máquinas na Usina de Catente e dedica-se à prática do desenho à mão livre
1941/1942 – Recife PE – Estuda na Escola de Belas Artes
1947 – Rio de Janeiro RJ – Matricula-se no Liceu de Artes e Ofícios, onde estuda gravura em metal com Henrique Oswald
1958 – Roma (Itália) – Interessa-se pela obra de Pisarello
Acervo Glatt Galeria – R$ 2.800,
Cronologia
1937 – Vive na cidade de Catente, em Pernambuco
1941 – É desenhista no Departamento Nacional de Obras e Saneamento de Recife
1941 – Vive em Recife
1945 – Vive no Rio de Janeiro
1950 – Recebe o Prêmio Parkes pelo Ibeu
1951/1953 – Leciona gravura em metal no Masp
1953/1966 – Diretor-técnico da editora Os Cem Bibliófilos do Brasil
1954/1956 – Ilustra diversos jornais como Última Hora, Diário de Notícias, O Jornal, e as revistas Senhor, Manchete e Revista da Semana, entre outras
1954/1956 – Leciona litografia na Enba
1959/1960 – Realiza doze murais em Reggio Emilio, Na Itália
1960 – Finaliza a gravação das ilustrações de Poranduba Amazonenses, textos de Barbosa Rodrigues, editado pelo Clube dos Cem Bibliófilos do Brasil
ca.1961 – Ilustra obras literárias, entre as quais Memórias de um Sargento de Milícias, de Manuel Antônio de Almeida, e Amos e Servos, de Dostoievski
1961/1962 – Retoma suas atividades no jornalismo e realiza uma série de colagem e fotomontagem para as crônicas de Antônio Maria (1921 – 1964), na Revista da Semana
1964 – Prêmio de desenho no 2ª Resumo de Arte do Jornal do Brasil, no MAM/RJ
1961/1965 – Leciona litografia na Faap, em São Paulo
1966 – Participa do 15º Salão Nacional de Arte Moderna do Rio de Janeiro como membro do júri de seleção e premiação
1968 – É editado álbum com doze gravuras em metal, organizado por Júlio Pacello, com texto de Clarice Lispector
1968/1969 – Executa painéis para o Palácio dos Arcos, em Brasília
1970 – Executa painel para a Olivetti
1979 – Executa painel para a IBM do Brasil
1982 – Recebe o Prêmio Abril de Jornalismo, melhor conjunto de ilustrações para a revista Playboy
Darel, litografia – disponível no site (cique)
Exposições
Individuais
1949 – Rio de Janeiro RJ – Individual, na Biblioteca Nacional
1951 – Recife PE – Darel: pintura e desenho, no Gabinete Português de Leitura
1952 – Milão (Itália) – Darel, na Galeria Stendhal
1953 – São Paulo SP – Darel: gravura em metal, no Masp
1958 – Roma (Itália) – Individual, na Galeria Il Siparietto
1960 – São Paulo SP – Darel: desenhos, na Galeria São Luís
1961 – Rio de Janeiro RJ – Individual, na Petite Galerie
1963 – Buenos Aires (Argentina) – Individual, na Galeria Lascaux
1963 – Rio de Janeiro RJ – Darel: pinturas e desenhos, na Petite Galerie
1964 – Rio de Janeiro RJ – Darel: pinturas e desenhos, na Petite Galerie
1965 – Roma (Itália) – Darel: aquarela, desenho e gravura, na Galeria de Arte da Casa do Brasil
1965 – Roma (Itália) – Darel: desenho e aquarela, no Pallazzo Doria Panphili
1965 – São Paulo SP – Darel: aquarela, na Seta Galeria de Arte
1966 – Olinda PE – Darel: pinturas, no MAC/PE
1967 – São Paulo SP – Individual, na Galeria Mirante das Artes
1968 – Rio de Janeiro RJ – Darel: pinturas, no Gabinete Barcinski
1969 – Rio de Janeiro RJ – Estudos dos Painéis para o Palácio dos Arcos, no MAM/RJ
1969 – São Paulo SP – Darel: pintura e desenhos, na Galeria Cosme Velho
1970 – Rio de Janeiro RJ – Individual, na Galeria Grupo B
1972 – São Paulo SP – Individual, na Galeria Cosme Velho
1972 – São Paulo SP – Individual, na Galeria No Sobrado
1973 – Rio de Janeiro RJ – Darel: pinturas, na Galeria Vernissage
1973 – São Paulo SP – Individual, na Galeria Múltipla de Arte
1975 – Bruxelas (Bélgica) – Darel: desenhos e aquarelas, no Palais de Beaux-Arts
1976 – Porto Alegre RS – Individual, na Galeria Oficina de Arte
1977 – Copenhague (Dinamarca) – Darel: desenhos e aquarelas, na Cat Galeria
1978 – São Paulo SP – Darel: desenhos e aquarelas, na Cristina Faria de Paula Galeria de Arte
1979 – Rio de Janeiro RJ – Darel: desenhos e aquarelas, na Galeria Gravura Brasileira
1980 – Curitiba PR – Darel 1970-1980, na Biblioteca Pública do Paraná
1981 – Porto Alegre RS – Darel: aquarela, gravura e têmpera, na Galeria do Centro Comercial de Porto Alegre
1981 – Porto Alegre RS – Darel: pintura, desenho e litografia, na Galeria Guignard
1981 – Rio de Janeiro RJ – Darel: pinturas e desenhos, na Galeria César Aché
1981 – São Paulo SP – Darel: desenhos, na Galeria Ars Artis
1982 – Vitória ES – Darel: litos e desenhos recentes, na Galeria de Arte e Pesquisa da Ufes
1985 – Recife PE – Darel: 30 anos depois, na Galeria Futuro 25
1985 – Rio de Janeiro RJ – Darel: litografias, na Galeria Gravura Brasileira
1985 – São Paulo SP – Darel: pinturas e desenhos recentes, na Galeria Alberto Bonfiglioli
1986 – Rio de Janeiro RJ – Darel: litografias, na Galeria Paulo Cunha
1987 – Rio de Janeiro RJ – Darel: pinturas
1987 – São Paulo SP – Darel: gravuras em metal e litografias, na Galeria Intersul
1988 – Rio de Janeiro RJ – Darel: década de 70
1990 – Rio de Janeiro RJ – Individual
1991 – Curitiba PR – O Estado dos Afetos, na Sala Miguel Bakun IV
1991 – Curitiba PR – O Estado dos Afetos, no Solar do Rosário
1991 – Rio de Janeiro RJ – Darel: gravura em metal e lito, no MNBA
1991 – São Paulo SP – Darel: o espaço do artista quando jovem, no Paço das Artes
1996 – Rio de Janeiro RJ – Darel: desenho, gravura em metal e lito, no Instituto Cultural Villa Maurina
1999 – Rio de Janeiro RJ – Darel: gravura fotomontagem lito e plotagem
Acervo Iberê Loja – R$ 2.500,
Coletivas
1948 – Rio de Janeiro RJ – 54º Salão Nacional de Belas Artes, no MNBA – medalha de bronze em gravura
1952 – Feira de Santana BA – 1ª Exposição de Arte Moderna de Feira de Santana, no Banco Econômico
1952 – Recife PE – 1º Salão de Arte Moderna do Recife – prêmio gravura
1952 – Rio de Janeiro RJ – 1º Salão Nacional de Arte Moderna – prêmio viagem ao país
1952 – Rio de Janeiro RJ – Exposição de Artistas Brasileiros, no MAM/RJ
1954 – Goiânia GO – Exposição do Congresso Nacional de Intelectuais
1954 – Rio de Janeiro RJ – Salão Preto e Branco, no Palácio da Cultura
1956 – Rio de Janeiro RJ – 1º Salão Ferroviário , no MEC
1957 – Rio de Janeiro RJ – 6º Salão Nacional de Arte Moderna – prêmio viagem ao exterior
1958 – Rio de Janeiro RJ – Salão do Mar
1961- São Paulo SP – 6ª Bienal Internacional de São Paulo, no Pavilhão Ciccilo Matarazzo Sobrinho
1962 – São Paulo SP – Marcelo Grassmann, Eduardo Sued, Oswaldo Goeldi e Darel, na Galeria Residência
1962 – São Paulo SP – Seleção de Obras de Arte Brasileira da Coleção Ernesto Wolf, no MAM/SP
1963 – São Paulo SP – 7ª Bienal Internacional de São Paulo, na Fundação Bienal – prêmio melhor desenhista nacional
1963 – São Paulo SP – Marcelo Grassmann e Darel, na Seta Galeria de Arte
1964 – Rio de Janeiro RJ – 2º O Rosto e a Obra, no Galeria Ibeu Copacabana
1964 – Tóquio (Japão) – 4ª International Biennial Exhibition of Prints
1965 – Bonn (Alemanha) – Brazilian Art Today
1965 – Londres (Inglaterra) – Brazilian Art Today, no Royal Academy of Arts
1965 – Lugano (Suíça) – 9ª Exposizione Internazionale de Bianco e Nero
1965 – São Paulo SP – 8ª Bienal Internacional de São Paulo, na Fundação Bienal
1965 – Viena (Áustria) – Brazilian Art Today
1966 – Cornell (Estados Unidos) – Gravadores Brasileiros Contemporâneos, na Universidade de Cornell
1966 – Lugano (Suíça) – 10ª Exposizione Internazionale de Bianco e Nero
1966 – Rio de Janeiro RJ – O Artista e a Máquina, no MAM/RJ
1966 – São Paulo SP – O Artista e a Máquina, no Masp
1967 – São Paulo SP – 9ª Bienal Internacional de São Paulo, na Fundação Bienal
1969 – Rio de Janeiro RJ – 7ª Resumo de Arte JB, no MAM/RJ
1969 – São Paulo SP – 1º Panorama de Arte Atual Brasileira, no MAM/SP
1972 – Curitiba PR – 29º Salão Paranaense, no Teatro Guaíra – artista convidado – prêmio aquisição/desenho
1972 – São Paulo SP – Arte/Brasil/Hoje: 50 anos depois, na Galeria da Collectio
1976 – São Paulo SP – 8º Panorama de Arte Atual Brasileira, no MAM/SP
1979 – Curitiba PR – 1ª Mostra do Desenho Brasileiro, no Museu de Arte do Paraná
1979 – São Paulo SP – 15ª Bienal Internacional de São Paulo, na Fundação Bienal
1980 – Curitiba PR – 3ª Mostra Anual de Gravura Cidade de Curitiba, na Casa da Gravura Solar do Barão
1980 – São Paulo SP – 12º Panorama de Arte Atual Brasileira, no MAM/SP
1981 – São Paulo SP – 6ª Arte no Centro Campestre, no Centro Campestre Sesc Brasílio Machado Neto
1982 – Penápolis SP – 5º Salão de Artes Plásticas da Noroeste, na Fundação Educacional de Penápolis. Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Penápolis
1983 – Olinda PE – 2ª Exposição da Coleção Abelardo Rodrigues de Artes Plásticas, no MAC/PE
1983 – Rio de Janeiro RJ – 6º Salão Nacional de Artes Plásticas, no MAM/RJ
1984 – Ribeirão Preto SP – Gravadores Brasileiros Anos 50/60, na Galeria Campus USP-Banespa
1984 – São Paulo SP – 15º Panorama de Arte Atual Brasileira, no MAM/SP
1984 – São Paulo SP – Tradição e Ruptura: síntese de arte e cultura brasileiras, na Fundação Bienal
1985 – Penápolis SP – 6º Salão de Artes Plásticas da Noroeste, na Fundação Educacional de Penápolis. Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Penápolis
1985 – Rio de Janeiro RJ – 8º Salão Nacional de Artes Plásticas, no MAM/RJ
1985 – Rio de Janeiro RJ – Encontros, na Petite Galerie
1985 – Rio de Janeiro RJ – Velha Mania: desenho brasileiro, na EAV/Parque Lage
1985 – São Paulo SP – 100 Obras Itaú, no Masp
1985 – São Paulo SP – 18ª Bienal Internacional de São Paulo, na Fundação Bienal
1985 – São Paulo SP – Destaques da Arte Contemporânea Brasileira, no MAM/SP
1986 – Curitiba PR – 7º Acervo do Museu Nacional da Gravura – Casa da Gravura, no Museu Guido Viaro
1986 – Porto Alegre RS – Caminhos do Desenho Brasileiro, no Margs
1988 – Lisboa (Portugal) – Pioneiros e Discípulos, na Fundação Calouste Gulbenkian. Centro de Arte Moderna José de Azeredo Perdigão
1989 – Olinda PE – Viva Olinda Viva, no Atelier Coletivo
1989 – Recife PE – Jogo de Memória
1989 – Rio de Janeiro RJ – Jogo de Memória, na Montesanti Galleria
1989 – Rio de Janeiro RJ – Gravura Brasileira: 4 temas, na EAV/Parque Lage
1989 – São Paulo SP – Jogo de Memória, na Galeria Montesanti Roesler
1990 – Curitiba PR – 9ª Mostra da Gravura Cidade de Curitiba, no Museu da Gravura – artista convidado/sala especial de litografia
1990 – Curitiba PR – 9º Artistas Convidados: litografias, na Casa Romário Martins
1991 – Curitiba PR – Museu Municipal de Arte: acervo, no Museu Municipal de Arte
1992 – Rio de Janeiro RJ – Gravura de Arte no Brasil: proposta para um mapeamento, no CCBB
1992 – Santo André SP- Litogravura: métodos e conceitos, no Paço Municipal
1993 – Lisboa (Portugal) – Matrizes e Gravuras Brasileiras: Coleção Guita e José Mindlin, na Fundação Calouste Gulbenkian. Centro de Arte Moderna José de Azeredo Perdigão
1994 – São Paulo SP – Bienal Brasil Século XX, na Fundação Bienal
1994 – Pequim (China) – Contemporany Art in Brazil: works on paper, no Yan Huang Art Museum
1995 – São Paulo SP – Três Mestres da Gravura em Metal: Darel, Grassmann, Gruber, no Museu Banespa
1996 – São Paulo SP- Ex Libris/Home Page, no Paço das Artes
1997 – Barra Mansa RJ – Traços Contemporâneos: homenagem a gravura brasileira, no Centro Universitário de Barra Mansa
1997 – São Paulo SP – A Cidade dos Artistas, no MAC/USP
1998 – São Paulo SP – Impressões: a arte da gravura brasileira, no Espaço Cultural Banespa
1998 – São Paulo SP – Os Colecionadores – Guita e José Mindlin: matrizes e gravuras, na Galeria de Arte do Sesi
1999 – Niterói RJ – Mostra Rio Gravura: Acervo Banerj, no Museu Histórico do Ingá
1999 – São Paulo SP- Litografia: fidelidade e memória, no Espaço de Arte Unicid
2000 – Curitiba PR – Exposição Acervo Badep, na SEEC
2000 – São Paulo SP – Investigações. A Gravura Brasileira, no Itaú Cultural
2000 – São Paulo SP – Mercado de Arte nº 9, na Ricardo Camargo Galeria
2000 – São Paulo SP – Os Anjos Estão de Volta, na Pinacoteca do Estado
2000 – São Paulo SP – Os Anjos Estão de Volta, na Pinacoteca do Estado
2001 – Brasília DF – Coleções do Brasil, no CCBB
2001 – Brasília DF – Investigações. A Gravura Brasileira, no Itaugaleria
2001 – Penápolis SP – Investigações. A Gravura Brasileira, na Galeria Itaú Cultural
2001 – Rio de Janeiro RJ – A Imagem do Som de Antônio Carlos Jobim, no Paço Imperial
2001 – Rio de Janeiro RJ – Aquarela Brasileira, no Centro Cultural Light
2002 – Passo Fundo RS – Gravuras: Coleção Paulo Dalacorte, no Museu de Artes Visuais Ruth Schneider
2002 – Porto Alegre RS – Desenhos, Gravuras, Esculturas e Aquarelas, na Garagem de Arte
2002 – Porto Alegre RS – Gravuras: Coleção Paulo Dalacorte, no Museu do Trabalho
2003 – São Paulo SP – Entre Aberto, na Gravura Brasileira
2004 – São Paulo SP – Novas Aquisições: 1995 – 2003, no MAB/Faap
‘Para Vinicius, década de 80’ Do Livro Darel, por trás da aparência (no site. Clique)
Saber a diferença entre um diamante e um brilhante é uma das dúvidas mais comum das pessoas que não entende muito de pedras preciosas. Para começar a entendermos melhor, basicamente Diamante é uma pedra preciosa e Brilhante é um dos tipos de Lapidação de pedras.
Neste artigo iremos explicar as principais formas de Lapidação conhecidas, a qual é uma forma de destacar, realçar e dar brilho as pedras preciosas. Para chegar a tal ponto, certos tipos de pedras ficam melhor com um tipo de lapidação, pois com a luz elas são lapidadas de acordo com a forma que a luz seja melhor refletida sobre ela. Pra começar precisamos dizer ainda que lapidação é diferente de tipo de corte.
Os Principais Tipos De Lapidação
Para cada um dos tipos de lapidação abaixo, existe uma série de formas e contornos: ovalada, redonda, hexagonal, triangular, brioletter, baguette, navette (que lembra um “barco”), french-out, entre outras.
Lapidação brilhante
Esse é tipo mais presente de lapidação joias expostas em joalherias. Composta por cerca de 32 facetas na parte superior e, pelo 24 na interior. Você conhece essa lapidação como Diamante, porque foi criada especialmente para ele, mas em outras pedras também podem aparecer, como em rubi e esmeralda, sendo comercializados como “rubi com lapidação brilhante”.
Lapidação Lisa
A lapidação lisa possui duas formas: a plana e a cabochon (ou cabochão). A cabochon, do francês caboche, é um talhe simples usado para exibir as cores e os efeitos óticos de pedras preciosas. A parte superior é lapidada de forma arredondada e a parte inferior é levemente convexa ou plana. É dessa lapidação que sai formatos como corações e deltas.
Lapidação em degraus (esmeralda)
É um tipo de lapidação que é realizada em degraus, em formato octogonal. Como o próprio nome já diz, a lapidação degrau é formada por vários degraus e é muito comum em esmeraldas.
Lapidação facetada
Esse tipo, também conhecida como lapidação em facetas, possui três formas diferentes: degraus, esmeralda e brilhante, e já explicamos cada uma delas acima. Mas, ainda existe a lapidação em tesoura, onde as facetas ficam subdivididas.
E a lapidação ceilão, que divide a pedra em diversas facetas para aproveitar melhor a gema bruta.
Lapidação mista
E para finalizar, a lapidação mista é aquela que junta duas variedades na mesma pedra, com uma parte dela facetada ou em degraus e a outra lisa.
A complexidade da lapidação para cada tipo de pedra preciosa é o que vai definir maior raridade e o seu valor. E este não é um processo feito por qualquer profissional, se a gema for mal lapidada pode perder completamente o seu valor.