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Tarsila do Amaral

Tarsila de Aguiar do Amaral (Capivari, 1 de setembro de 1886 — São Paulo, 17 de janeiro de 1973), internacionalmente conhecida como Tarsila do Amaral ou simplesmente Tarsila, é considerada uma das principais artistas modernistas da América Latina, descrita como “a pintora brasileira que melhor atingiu as aspirações brasileiras de expressão nacionalista em um estilo moderno.” Ela foi membro do grupo Grupo dos Cinco que era um grupo de cinco artistas brasileiros considerados a maior influência do movimento de arte moderna no Brasil. Os demais integrantes do Grupo dos Cinco são Anita Malfatti, Menotti Del Picchia, Mário de Andrade e Oswald de Andrade. Tarsila também foi fundamental na formação do movimento Antropofagia (1928-1929); foi ela quem inspirou o famoso Manifesto Antropofágico de Oswald de Andrade.

Foi uma pintora, desenhista e tradutora brasileira e uma das figuras centrais da pintura e da primeira fase do movimento modernista no Brasil, ao lado de Anita Malfatti. Seu quadro Abaporu, de 1928, inaugurou o movimento antropofágico nas artes plásticas.

Biografia

Família e primeiros anos
Tarsila de Aguiar do Amaral nasceu em 1 de setembro de 1886, em Capivari, interior do Estado de São Paulo, filha de José Estanislau do Amaral Filho e de Lídia Dias de Aguiar. Seu avô paterno era José Estanislau do Amaral, a quem Silva Leme, na Genealogia Paulistana, cognominara “o milionário”, em virtude da imensa fortuna que acumulara em fazendas do interior paulista. Além de fazendeiro, seu avô fora empresário e construíra edifícios importantes em São Paulo e Santos, e a sede de seus negócios fora a Fazenda Sertão, na qual, em seu auge, tivera quatrocentos escravos. Tarsila era a primeira filha do casal, e a segunda criança, depois de Oswaldo. Ela teria ainda outros cinco irmãos, incluindo Milton, pai do geólogo Sérgio Estanislau do Amaral.

Seu pai herdou a fortuna de seu avô, incluindo diversas fazendas onde Tarsila e seus sete irmãos passaram a infância. Seus primeiros anos foram passados na Fazenda São Bernardo, nas proximidades de Capivari, e mais tarde na Fazenda Santa Tereza do Alto, em Monte Serrat. Sua infância incluiu intenso contato com a zona rural, nas fazendas onde morou, em passeios que sua família fazia em suas regiões, e em visitas a seus parentes, que também moravam no interior.

Por outro lado, José Estanislau do Amaral Filho buscou proporcionar aos filhos uma educação orientada pelos gostos do tempo. Nessa época a atmosfera cultural do interior paulista refletia muitos dos gostos do Segundo Reinado – clima esse que se estendeu até a Primeira Guerra Mundial – e a educação e ambiente familiar de Tarsila incluíam muitos elementos francófilos. A primeira mestra de Tarsila, a belga Marie van Varemberg d’Egmont, ensinou-lhe a ler, escrever, bordar e falar francês, e sua mãe passava horas ao piano tocando composições de Couperin e Dandrieu e seu pai recitava versos em francês, retirados dos numerosos volumes de sua biblioteca. Além disso, a cultura francesa se fazia presente em diversos outros aspectos de sua vida doméstica: nas refeições, que incluíam pratos franceses e vinhos e bebidas caras desse país, na decoração da casa e nas roupas e perfumes usados por sua família.

Estudos em São Paulo e Barcelona

Ainda na infância Tarsila passou parte de seu tempo em São Paulo, primeiro na casa do avô e depois sucessivamente em um colégio de freiras do bairro de Santana e no Colégio Sion. Mais tarde, julgando que poderia oferecer à filha uma educação ainda melhor, seus pais a matricularam no Colégio Sacré-Coeur de Barcelona, na Espanha, onde estudou dois anos e completou seus estudos. Nesse colégio Tarsila ganhou um prêmio de ortografia e teve seus primeiros contatos com a pintura. Seus êxitos artísticos lhe estimularam a prosseguir e buscar aperfeiçoar-se.

Primeiro casamento

Ao chegar da Europa, em 1906, casou-se com o médico André Teixeira Pinto. O marido se opôs ao desenvolvimento artístico de Tarsila e exigiu dedicação exclusiva à vida doméstica, levando à separação do casal. Com ele teve sua única filha, a menina Dulce, nascida no mesmo ano do casamento. Tarsila se separou logo após o nascimento da filha e voltou a morar com os pais na fazenda, levando Dulce.

Início da carreira

Apesar de ter tido contato com as novas tendências e vanguardas, Tarsila somente aderiu às ideias modernistas ao voltar ao Brasil, em 1922. Numa confeitaria paulistana, foi apresentada por Anita Malfatti aos modernistas Oswald de Andrade, Mário de Andrade e Menotti Del Picchia. Esses novos amigos passaram a frequentar seu atelier, formando o Grupo dos Cinco.

Em janeiro de 1923, na Europa, Tarsila se uniu a Oswald de Andrade e o casal viajou por Portugal e Espanha. De volta a Paris, estudou com os artistas cubistas: frequentou a Academia de Lhote, conheceu Pablo Picasso e o pintor Fernand Léger, visitando a academia desse mestre do cubismo, de quem Tarsila conservou, principalmente, a técnica lisa de pintura e certa influência do modelado legeriano.

Fases Pau-Brasil e Antropofagia

Em 1924, em meio à uma viagem de “redescoberta do Brasil” com os modernistas brasileiros e com o poeta franco-suíço Blaise Cendrars, Tarsila iniciou sua fase artística “Pau-Brasil”, dotada de cores e temas acentuadamente tropicais e brasileiros, onde surgem os “bichos nacionais”(mencionados em poema por Carlos Drummond de Andrade), a exuberância da fauna e da flora brasileira, as máquinas, trilhos, símbolos da modernidade urbana.

Casou-se com Oswald de Andrade em 1926 e, no mesmo ano, realizou sua primeira exposição individual, na Galeria Percier, em Paris. Em 1928, Tarsila pinta o Abaporu, cujo nome de origem indígena significa “homem que come carne humana”, obra que originou o Movimento Antropofágico, idealizado pelo seu marido.

O movimento propunha a digestão de influências estrangeiras, como no ritual canibal (em que se devora o inimigo com a crença de poder-se absorver suas qualidades), para que a arte nacional ganhasse uma feição mais brasileira.

Em julho de 1929, Tarsila expõe suas telas pela primeira vez no Brasil, no Rio de Janeiro. Nesse mesmo ano, em virtude da quebra da Bolsa de Nova York, conhecida como a Crise de 1929, Tarsila e sua família de fazendeiros sentem no bolso os efeitos da crise do café e Tarsila perde sua fazenda. Ainda no mesmo ano, Oswald de Andrade separa-se de Tarsila para casar-se com a revolucionária Patrícia Galvão, conhecida como Pagu. Tarsila sofre demais com a separação e com a perda da fazenda, o que a leva a entregar-se ainda mais a seu trabalho no mundo artístico.

Em 1930, Tarsila conseguiu o cargo de conservadora da Pinacoteca do Estado de São Paulo. Deu início à organização do catálogo da coleção do primeiro museu de arte paulista. Porém, com o advento da ditadura de Getúlio Vargas e com a queda de Júlio Prestes, perdeu o cargo.

Viagem à URSS e fase social

Em 1931, Tarsila ingressou nas fileiras do Partido Comunista Brasileiro e vendeu alguns quadros de sua coleção particular para poder viajar à União Soviética com seu novo marido, o psiquiatra paraibano Osório César, que a ajudaria a se adaptar às diferentes formas de pensamento político e social. O casal viajou a Moscou, Leningrado, Odessa, Constantinopla, Belgrado e Berlim. Logo estaria novamente em Paris, onde Tarsila sensibilizou-se com os problemas da classe operária. Sem dinheiro, trabalhou como operária de construção, pintora de paredes e portas. Logo conseguiu o dinheiro necessário para voltar ao Brasil. Com a crise de 1929, ela perdera praticamente todos os seus bens e sua fortuna.

No Brasil, por causa de sua participação no PCB e pela sua chegada após viagem à URSS, Tarsila é considerada suspeita e é presa, acusada de subversão. Em 1933, a partir do quadro “Operários”, a artista inicia uma fase de temática mais social, da qual são exemplos as telas Operários e Segunda Classe. Em meados dos anos 30, o escritor Luis Martins, vinte anos mais jovem que Tarsila, torna-se seu companheiro constante, primeiro de pinturas depois da vida sentimental. Ela se separa de Osório e se casa com Luis, com quem viveu até os anos 50.

A partir da década de 40, Tarsila passa a pintar retomando estilos de fases anteriores. Expõe nas 1ª e 2ª Bienais de São Paulo e ganha uma retrospectiva no Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM) em 1960. É tema de sala especial na Bienal de São Paulo de 1963 e, no ano seguinte, apresenta-se na 32ª Bienal de Veneza.

Últimas décadas: 1960 e 1970

Em 1965, separada de Luís e vivendo sozinha, foi submetida a uma cirurgia de coluna, já que sentia muitas dores, e um erro médico a deixou paralítica, permanecendo em cadeira de rodas até seus últimos dias.

Em 1966, Tarsila perdeu sua única filha, Dulce, que faleceu de um ataque de diabetes, para seu desespero. Nesses tempos difíceis, Tarsila declara, em entrevista, sua aproximação ao espiritismo.

A partir daí, passa a vender seus quadros, doando parte do dinheiro obtido a uma instituição administrada por Chico Xavier, de quem se torna amiga. Ele a visitava, quando de passagem por São Paulo e ambos mantiveram correspondência.

Tarsila do Amaral, a artista-símbolo do modernismo brasileiro, faleceu no Hospital da Beneficência Portuguesa, em São Paulo, em 17 de janeiro de 1973 devido a causas naturais. Foi enterrada no Cemitério da Consolação de vestido branco, conforme seu desejo.

Representações na cultura

Tarsila do Amaral já foi retratada como personagem no cinema e na televisão, interpretada por Esther Góes no filme “Eternamente Pagu” (1987), Eliane Giardini nas minisséries “Um Só Coração” (2004) e “JK” (2006).

A artista também foi tema da peça teatral Tarsila, escrita entre novembro de 2001 e maio de 2002 por Maria Adelaide Amaral. A peça foi encenada em 2003 e publicada em forma de livro em 2004. A personagem-título foi interpretada pela atriz Esther Góes e a peça também tinha Oswald de Andrade, Mário de Andrade e Anita Malfatti como personagens.

Tarsila do Amaral foi homenageada pela União Astronômica Internacional, que em 20 de novembro de 2008 atribuiu o nome “Amaral” a uma cratera do planeta Mercúrio.

Em 2008, foi lançado o Catálogo Raisonné Tarsila do Amaral, uma catalogação completa das obras da artista em três volumes, em realização da Base7 Projetos Culturais, com patrocínio da Petrobras, numa parceria com a Pinacoteca do Estado de São Paulo, Secretaria de Estado da Cultura e Governo do Estado de São Paulo.

Obras

  • Pátio com Coração de Jesus (Ilha de Wright) – 1921
  • A Espanhola (Paquita) – 1922
  • Chapéu Azul – 1922
  • Margaridas de Mário de Andrade – 1922
  • Árvore – 1922
  • O Passaporte (Portrait de femme) – 1922
  • Retrato de Oswald de Andrade – 1922
  • Retrato de Mário de Andrade – 1922
  • A Caipirinha – 1923
  • Estudo (Nu) – 1923
  • Manteau Rouge – 1923
  • Rio de Janeiro – 1923
  • A Negra – 1923
  • Caipirinha – 1923
  • Estudo (La Tasse) – 1923
  • Figura em Azul (Fundo com laranjas) – 1923
  • Natureza-morta com relógios – 1923
  • O Modelo – 1923
  • Pont Neuf – 1923
  • Rio de Janeiro – 1923
  • Retrato azul (Sérgio Milliet) – 1923
  • Retrato de Oswald de Andrade – 1923
  • Autorretrato – 1924
  • São Paulo (Gazo) – 1924
  • A Cuca – 1924
  • São Paulo – 1924
  • São Paulo (Gazo) – 1924
  • A Feira I – 1924
  • Morro da Favela – 1924
  • Carnaval em Madureira – 1924
  • Anjos – 1924
  • EFCB (Estrada de Ferro Central do Brasil) – 1924
  • O Pescador – 1925
  • A Família – 1925
  • Vendedor de Frutas – 1925
  • Paisagem com Touro I – 1925
  • A Gare – 1925
  • O Mamoeiro – 1925
  • A Feira II – 1925
  • Lagoa Santa – 1925
  • Palmeiras – 1925
  • Romance – 1925
  • Sagrado Coração de Jesus I – 1926
  • Religião Brasileira I – 1927
  • Manacá – 1927
  • Pastoral – 1927
  • A Boneca – 1928
  • O Sono – 1928
  • O Lago – 1928
  • Calmaria I – 1928
  • Distância – 1928
  • O Sapo – 1928
  • O Touro – 1928
  • O Ovo (Urutu) – 1928
  • A Lua – 1928
  • Abaporu – 1928
  • Cartão Postal – 1928
  • Antropofagia – 1929
  • Calmaria II – 1929
  • Cidade (A Rua) – 1929
  • Floresta – 1929
  • Sol Poente – 1929
  • Idílio – 1929
  • Distância – 1929
  • Retrato do Padre Bento – 1931
  • Operários – 1933
  • Segunda Classe – 1933
  • Crianças (Orfanato) – 1935/1949
  • Costureiras – 1936/1950
  • Altar (Reza) – 1939
  • O Casamento – 1940
  • Procissão – 1941
  • Terra – 1943
  • Primavera – 1946
  • Estratosfera – 1947
  • Praia – 1947
  • Fazenda – 1950
  • Porto I – 1953
  • Procissão(Painel) – 1954
  • Batizado de Macunaíma – 1956
  • A Metrópole – 1958
  • Passagem de nível III – 1965
  • Porto II – 1966
  • Religião Brasileira IV – 1970

(fonte: Wikipedia)

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Romero Britto

Romero Britto (Recife, 6 de outubro de 1963) é um pintor, escultor e serígrafo brasileiro radicado nos Estados Unidos.

Considerado um dos artistas mais prestigiados pelas celebridades americanas, já pintou quadros para personalidades como Michael Jackson, Madonna e Arnold Schwarzenegger. Também produziu telas para nomes como Dilma Rousseff, Bill Clinton e o casal real príncipe William e Kate Middleton, e a convite do príncipe Charles jantou no Palácio de Buckingham.

Vida e obra

Romero Britto nasceu no dia 6 de outubro de 1963. Ele começou sua carreira aos 18 anos em Pernambuco, mas desde os 8 anos passou a se interessar pelas artes plásticas. Britto alega ter criado seus quadros para invocar o espírito de esperança e transmitir uma sensação de aconchego. Suas obras são chamadas, por colecionadores e admiradores, de “arte da cura”.

Romero Britto é irmão do técnico de futebol Baltemar Britto por parte de pai. Foi casado com a norte-americana Cheryl Ann Britto (falecida em 2018), com quem teve um filho, Brendan Britto. Desde 1988 mora em Miami, na Flórida, Estados Unidos.

Carreira

Em 2005, foi nomeado embaixador das artes da Flórida pelo ex-governador daquele estado, Jeb Bush. Concomitantemente, em 2005 e 2006, foi convidado a participar da Bienal de Florença com outros artistas internacionais.
O artista foi convidado por três vezes para ser palestrante no World Economic Forum; recebeu convite para fazer a abertura do Super Bowl XLI com o Cirque du Soleil, e ainda para criar uma coleção de selos postais para a ONU, além de inúmeros outros convites. Romero Britto está presente em coleções particulares e é requisitado por empresas do mundo a incorporar sua arte. Dentre elas tem-se: Absolut, Disney, Pepsi, Microsoft e Audi. Romero é proprietário de duas galerias: uma localizada em Miami Beach, na Lincoln Road, e outra projetada pelo arquiteto João Armentano, na cidade de São Paulo.
No carnaval do Rio de Janeiro de 2012, foi homenageado pela escola de samba Renascer de Jacarepaguá, que contou a vida do artista, em sua estreia no Grupo Especial, com o enredo: “Romero Britto, o artista da alegria dá o tom na folia”. A escola foi a primeira a desfilar no domingo de carnaval. Já em 2014, fez parcerias no ramo de móveis, uma delas com a Wood Store Marcenaria, situada na região de Osasco, em São Paulo.

Controvérsias

Em agosto de 2020 viralizou na internet um vídeo no qual uma mulher quebra na frente de Romero Brito uma de suas obras, deixando o artista estupefato com a situação.[8] A mulher era dona de um restaurante em Miami onde Romero Brito teria frequentado e humilhado os funcionários. O marido dela teria então comprado a obra nominada Big Apple, estimada em US$ 4,8 mil, ou cerca de R$ 25,9 mil, e a mulher foi até a galeria do artista, que fica em frente ao seu restaurante, quebrando a arte na frente dele. Segundo Romero, o vídeo é antigo, de um fato ocorrido em 2017. O assunto chegou a ficar nos trending topics do Twitter como um dos mais comentados do mundo. Ante a repercussão, o artista divulgou uma nota de esclarecimento:

Não admito desrespeito e jamais tive a intenção de desrespeitar alguém. A internet é muitas vezes injusta e as pessoas não estão preocupadas com a verdade. Gostam de confusão, drama, negatividade, de julgar sem analisar os fatos. Vou continuar minha missão de alegrar o mundo, que, como nunca, precisa de mais amor, felicidade, esperança e otimismo.

Romero Brito

Estilo

Romero Britto é conhecido como artista pop brasileiro, radicado em Miami. Suas obras caíram no gosto das celebridades por sua alegria e sua cor, tendo sido alçado para a fama ao realizar a ilustração de uma campanha publicitária da vodca sueca Absolut. (fonte: Wikipedia)

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Flavio Shiró

Flavio Shiró, Cavalo, Abstrato, pintura a óleo
Flavio Shiro

Flavio Shiró Tanaka

Biografia

Shiro Tanaka (Sapporo, Japão 1928). Pintor, gravador, desenhista e cenógrafo. Chega ao Brasil em 1932, e instala-se com a família numa colônia japonesa em Tomé-Açu, no Pará. Reside em São Paulo a partir de 1940. Estuda na Escola Profissional Getúlio Vargas, onde conhece Octávio Araújo (1926-2015), Marcelo Grassmann (1925-2013) e Luiz Sacilotto (1924-2003). Por volta de 1943 tem contato com Alfredo Volpi (1896-1988) e Francisco Rebolo (1902-1980) integrantes do Grupo Santa Helena. Em 1947, integra o Grupo Seibi. No ano seguinte, trabalha na molduraria do pintor Tadashi Kaminagai (1899-1982). Com bolsa de estudo, viaja a Paris, onde permanece de 1953 a 1983. Estuda mosaico com Gino Severini (1883-1966), gravura em metal com Johnny Friedlaender (1912-1992) e litografia na École National Supérieure des Beaux-Arts [Escola Nacional Superior de Belas Artes]; e freqüenta o ateliê de Sugai e Tabuchi. Na década de 1960, participa do movimento artístico brasileiro e integra o Grupo Austral (Movimento Phases) de São Paulo. Dedica-se à abstração informal, desde a década de 1950. A partir dos anos 1970, suas telas apresentam sugestões de figuras, por vezes seres fantásticos ou monstruosos. Em 1990, é publicado o livro Flávio-Shiró, pela editora Salamandra. A exposição Trajetória: 50 Anos de Pintura de Flavio-Shiró é apresentada no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM/RJ) e no Hara Museum of Contemporary Art, em Tóquio, em 1993, e no Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand (Masp), em 1994.

Análise

Após iniciar sua carreira com obras figurativas, de caráter expressionista, Flávio-Shiró dedica-se à abstração informal a partir da década de 1950. Cria obras nas quais se destacam a gestualidade da pincelada e as superfícies carregadas de matéria, empregando freqüentemente o negro e cores escuras ou neutras.

No início dos anos 1960, Shiró deixa surgir uma possibilidade de desenho em quadros nos quais passa gradativamente a utilizar planos de fundo claros, em contraste com as imagens escuras. Em algumas telas, apresenta formas orgânicas, aproximando-se da figuração, como em Delfica (1963). Como nota o crítico de arte Reynaldo Roels Jr (1952-2009)., desde os anos 1970, o foco central de suas telas se desloca para a figura, mesmo que ela não seja facilmente discernida. A partir de então, as figuras, muitas vezes sugestões de seres fantásticos ou monstruosos, aparecem com toda força em suas telas, em contextos abstratos.

Shiró trabalha com a consciente ambigüidade entre figuração e abstração. Destacam-se em seus quadros a paleta contida, as texturas elaboradas e o equilíbrio entre grafismos e mancha cromática. Para Roels Jr., Shiró é um artista que aborda contradições inerentes à pintura contemporânea, como abstração e representação, e objetividade e subjetividade.

Flavio Shiro

Acervo

As obras de Flávio Shiró estão disponíveis nos seguintes acervos:

  • Pinacoteca do Estado de São Paulo – Pesp
  • Ville de Paris – França
  • Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro – MAM/RJ
  • Museu de Arte Moderna – Havana (Cuba)
  • Museu de Arte de São Paulo – MASP
  • Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo – MAC/USP
  • Fonds National D’Art Contemporain – França
  • Museu de Arte Moderna de Salvador – MAM/BA
  • Hara Museum of Contemporary Art – Tóquio (Japão)
Flavio Shiro

Exposições Individuais:

  • 1950 – Rio de Janeiro RJ – Primeira individual, na Enba
  • 1952 – São Paulo SP – Individual, no Clube Cerejeira
  • 1956 – Paris (França) – Individual, na Galeria Arnaud
  • 1959 – Paris (França) – Individual, na Galeria Arnaud
  • 1959 – Rio de Janeiro RJ – Individual, no MAM/RJ
  • 1959 – São Paulo SP – Individual, na Galeria São Luís
  • 1960 – Salvador BA – Individual, no MAM/BA
  • 1962 – Paris (França) – Individual, na Galerie H.Legendre
  • 1963 – Rio de Janeiro RJ – Individual, na Petite Galerie
  • 1963 – Salvador BA – Individual, na Galeria Querino
  • 1963 – São Paulo SP – Individual, na Faap
  • 1965 – Rio de Janeiro RJ – Individual, no MAM/RJ
  • 1969 – Bruxelas (Bélgica) – Individual, na Galerie Arcanes
  • 1973 – Paris (França) – Individual, na Galeria L’Oeil de Boeuf
  • 1974 – Rio de Janeiro RJ – Individual, na Petite Galerie
  • 1974 – São Paulo SP – Pastels de Flavio-Shiró, na Galeria Arte Global
  • 1975 – Washington (Estados Unidos) – Individual, no Brazilian-American Cultural Institute
  • 1977 – Paris (França) – Individual, na Galerie L’Oeil de Boeuf
  • 1978 – São Paulo SP – Individual, no Gabinete de Arte
  • 1981 – Rio de Janeiro RJ – Individual, na Galeria Saramenha
  • 1983 – Paris (França) – Individual, na Espace Latino-Américain
  • 1983 – Rio de Janeiro RJ – Individual, na Galeria Saramenha
  • 1983 – São Paulo SP – Individual, na Paulo Figueiredo Galeria de Arte
  • 1985 – São Paulo SP – Flavio-Shiró: pinturas, na Galeria de Arte São Paulo
  • 1986 – Rio de Janeiro RJ – Individual, na Galeria Saramenha
  • 1989 – Rio de Janeiro RJ – Individual, na Galeria Thomas Cohn
  • 1993 – Bourges (Bélgica) – Individual, na Maison de La Culture
  • 1993 – Rio de Janeiro RJ – Trajetória: 50 anos de pintura de Flavio-Shiró, no MAM/RJ
  • 1993 – Tóquio (Japão) – Trajetória: 50 anos de pintura de Flavio-Shiró, no Hara Museum of Contemporary Art
  • 1994 – São Paulo SP – Trajetória: 50 anos de pintura de Flavio-Shiró, no Masp – prêmio retrospectiva
  • 1998 – Niterói RJ – Flávio-Shiró na Coleção João Sattamini e Obras Recentes, no MAC/Niterói
  • 1999 – São Paulo SP – Individual, na Galeria Nara Roesler
  • 2003 – São Paulo SP – Individual, na Galeria Nara Roesler
  • 2008 – São Paulo SP – Flavio-Shiró: pintor de três mundos: 65 anos de trajetória, no Instituto Tomie Ohtake
  • 2008 – Belém PA – Flavio-Shiró: pintor de três mundos: 65 anos de trajetória, no Museu Casa das Onze Janelas
  • 2008 – Belém PA – Trajetória de Tomé-Açu ao Mundo, no Museu Casa das Onze Janelas
  • 2008 – Rio de Janeiro RJ – Flavio-Shiró: pintor de três mundos: 65 anos de trajetória, no Centro Cultural Correios

Prêmios (seleção)

  • 1952, 1º Salão Sebikai – medalha de ouro, São Paulo
  • 1989, Prêmio Itamaraty, 20ª Bienal Internacional de Arte de São Paulo

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Paulo Licatti

Mestre José Paulo Licatti (1910 – 1990)

Biografia.

Nasceu em Taquaritinga, SP em 5 de agosto e faleceu em São Paulo, Capital, no dia 27 de outubro. Pintor e desenhista, foi ativo em São Paulo. Em 1935 formou-se em desenho e pintura na Faculdade de Belas Artes de SP. Foi discípulo dos professores Antonio Rocco e Enrico Vio, da Real Academia de Napoles. Desde 1939 o artista conquista diversas premiações e tem grande participação em exposições no Brasil e no Exterior. Assina suas obras P. LICATTI.

Artista consagrado com cotações internacionais. Com Cotações na Europa, Alemanha, através da Constantine & Mayer, Inc. The Boutique Auction Specialists. E outras Galerias de nome.

Teacher José Paulo Licatti (1910-1990) Born in Taquaritinga – SP
He graduated in 1935 from the Faculty of Fine Arts in St. Paul It has dozens of awards in exhibitions since 1939. He signed P. Licatti. Quotes with in Europe, Germany, by “Constantine & Mayer, Inc.” The Boutique Auction Specialists. Among other galleries.

Cursos

Real Academia de Napoles – Itália
Professor Antonio Rocco
Professor Enrico Vio

PRÊMIOS

Salão Oficial de São Paulo
– Menção Honrosa – 1939
– Menção Propaganda – 1941
– Menção Michelangelo – 1942

Salão Oficial Guanabara – Rio de Janeiro
– Menção Honrosa – 1950
– Menção Governador- 1956

Salão Prefeitura de P. Grossa – Paraná
– Menção Honra ao Mérito – 1970
– Medalha de Ouro – 1971

Salão Prefeitura de P. Grossa – Paraná
– Menção Honra ao Mérito – 1970
– Medalha de Ouro – 1971

Salão Prefeitura de S. Bernardo do Campo – SP
– Medalha de Prata – 1970

Salão dos Artistas Autônomos – A.A.A.P.P.R. promovido pela Secretaria de Turismo e Fomento – SP
– Medalha de Bronze – 1973

Salão Oficial de Franca – São Paulo
– Prêmio Aquisição para a Pinacoteca Municipal – 1974

Clique AQUI para ver obras de Paulo Licatti no site

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Notícia do Portal da Secretaria de Segurança Pública de SP

Polícia Civil recupera obras de arte avaliadas em R$ 1,5 milhão

Quatro quadros do pintor José Paulo Licatti têm o selo da Escola Paulista de Belas ArtesTer, 23/04/2013 – 13h10 |

Do Portal do Governo

Sete quadros avaliados em aproximadamente R$ 1,5 milhão foram recuperados na tarde desta segunda-feira, 22, pela Polícia Civil de São Paulo. As obras haviam sidos furtadas na última quarta-feira, 18. Os objetos de arte foram encontrados em um ferro velho, no bairro do Jardim Peri, zona norte da capital.

No local, foram encontrados ainda castiçais, candelabros e lustres, além de um aspirador de pó. O dono do ferro velho não estava, e os policiais foram até a casa dele, onde os sete quadros foram apreendidos.

Dos sete quadros, quatro têm o selo da Escola Paulista de Belas Artes. São do pintor José Paulo Licatti (1910 a 1990), avaliados em aproximadamente R$ 1,5 milhão. Renomado professor e pintor, suas obras possuem cotações internacionais. A vítima, um aposentado de 59 anos, reconheceu os quadros e objetos, que foram devolvidos.

Policiais do Setor de Investigações Gerais (SIG) da Delegacia Seccional de Franco da Rocha apuravam o furto, que ocorreu na cidade de Mairiporã. Durante um trabalho de inteligência policial e diligências de campo, foi traçada uma linha de investigação que apontou dois suspeitos.

A dupla, encontrada em Mairiporã, foi indiciada por furto qualificado consumado e está à disposição da Justiça. O dono do ferro velho foi identificado, mas não foi localizado. Ele responderá por receptação.

Do Portal do Governo do Estado

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Jozan

Jozan

JOÃO BATISTA DOS SANTOS – JOZAN

O Artista, Pintor, assina JOZAN, começou a pintar aos 4 anos e durante os seguintes doze muito pesquisou para, aí sim, mostrar suas obras. Realizou sua primeira coletiva em 1965, na Associação Paulista de Belas Artes. Em 1966, fixou residência em Embu das Artes/SP. Nessa época, dedicando-se à temática brasileira, retratou casarios onde o verde, o amarelo e o branco predominavam. Abriu atelier em 1969 naquela cidade, visitou grutas de Maquine em 1972, quando chegou a produzir estudos abstratos. Como autodidata, seguiu várias escolas, mas optou pelo impressionismo como o que mais se identifica, permitindo uma pintura espontânea e criativa. Marcou-se algum tempo pelo misticismo, manifestando o antigo – igrejas e templos e o povo sofrido em busca de paz como nos dias atuais. Também já usou a figura humana, em especial a mulher, como tema. Suas pesquisas estavam estritamente ligadas ao contexto social e a comunicabilidade das figuras.

Jozan, pintor, Embu das Artes

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José Quirino

JOSÉ QUIRINO – o último pintor retratista brasileiro.

Nasceu em 1927 em Nova Granada-SP e faleceu em São Paulo-SP, em novembro de 1998. O pintor estudou com o professor C. Biancardi, tendo cursado modelo vivo na APBA com Cymbelino de Freitas, Edmundo Migliaccio entre outros.

Foi fundador da Academia Paulista de Belas Artes, juntamente com Arlindo Castellani, Vicente Caruso, Durval Pereira, Nicola Petti, Rio Pinto..JULIO LOUZADA, vol. 12, pág. 331

Foi um dos Fundadores da APBA (Associação Paulista de Belas Artes), Feira de Artes de Embú e Feira de Artes da Praça da República (SP)

Assinava em suas obras como J.Quirino

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